Foto: Hegon Côrrea

Governador anuncia fim do “Turno da Fome” nas escolas do Entorno

Em entrevista ao “Fala Goiás em Rede”, Ronaldo Caiado adiantou que levará benefícios a Luziânia e Águas Lindas, na segunda, 3

Goiás, fevereiro de 2020. A maior autoridade do Estado vai estar em duas escolas, em cidades do Entorno do Distrito Federal, para abrir oficialmente o ano letivo e entregar dois pares de uniforme para cada aluno de Luziânia e Águas Lindas. Se há alguns anos, este cenário se desnudava apenas como miragem, hoje ele ganha contornos bem definidos, fruto da política de regionalização e do gesto de priorizar, com investimentos e direcionamento de incentivos fiscais, os municípios mais carentes de Goiás.

“Eu quero deixar bem claro que o Entorno de Brasília tem governo, tem governador para dar segurança e dignidade à população”, fez questão de reforçar Ronaldo Caiado, durante entrevista ao Sistema Brasil Central de Rádio e, também, a várias emissoras do interior, que retransmitem o programa “Fala Goiás em Rede”. A prestação de contas aos ouvintes foi realizada nesta sexta-feira (31/01).

Como de costume, o anúncio do governador não veio vazio. Além de entregar os uniformes, Caiado disse que vai acabar com o 4º turno, o chamado turno da fome, no Entorno do DF. Para quem não está familiarizado com a expressão, ela pode ser traduzida como uma prática implantada em Goiás há mais de 15 anos, e que foi criada, de forma emergencial, para suprir a falta de vagas nas escolas. O 4º turno é o intermediário para aqueles que não conseguiram estudar em um dos turnos regulares (matutino, vespertino ou noturno), sendo que os alunos têm aulas das 11h às 14h45.

“Nós vamos tirar o 4º turno, o turno da fome, que não tem a grade curricular completa, já que o horário dos estudantes está reduzido. Temos que dar reconhecimento à nossa secretária de Educação (Fátima Gavioli) e ao presidente da República, Jair Bolsonaro, porque conseguimos verba para começarmos a instalação de salas modulares, com ar-condicionado e todos os materiais e móveis necessários, nas escolas de Águas Lindas e Luziânia”, informou, ao lembrar que a iniciativa é transitória, até que o Estado consiga retomar as obras que ficaram paralisadas nas escolas, por causa da má administração dos gestores passados.

Ainda na área da Educação, o chefe do Executivo lembrou que Goiás foi o único Estado do País a conseguir verbas, do Ministério da Educação, para custear a construção de quatro escolas cívicos-militares. Todas elas serão implantadas no Entorno: Valparaíso, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto e Luziânia.

Para essa região socialmente vulnerável, na área da Segurança Pública, Caiado disse que está criando um batalhão especializado para o Entorno e que, ainda, atenderá a uma antiga demanda da população de Luziânia: vai entregar uma unidade do Instituto Médico Legal (IML) para a cidade. Atualmente, quando qualquer cidadão do município precisa de um atestado de óbito, ele tem que se deslocar 134 quilômetros para conseguir o documento em Formosa. A instalação da unidade em Luziânia conta com recursos advindos de emenda do deputado federal João Campos.

Referência
O governador explicou, também, como as forças policias goianas se tornaram referência nacional; falou sobre a criação, na sua gestão, da Delegacia de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado; e das obras no Hospital de Águas Lindas; confirmou que a Universidade Estadual de Goiás agora tem autonomia e que “não vai ser mais um “acessório de partido político”.

Ao ser questionado sobre a situação fiscal do Estado, Caiado utilizou-se da linguagem médica, de forma clara e objetiva, e respondeu que “Goiás está no respirador, querendo sair da UTI para a enfermaria”. O governador também falou das constantes visitas ao Ministério de Minas Energia, acompanhado dos presidentes dos outros Poderes do Estado, para resolver, definitivamente, o problema da má prestação de serviços da Enel; e das reuniões no Ministério da Economia, com o intuito que Goiás entre no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), já que cumpriu vários critérios do acordo, como uma reforma da previdência própria e o corte de incentivos fiscais [R$ 2 bilhões em 2019 e, para 2020, estão previstos mais R$ 2,5 bilhões].

A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Joziel Menezes e Viviane Gontijo, e acompanhada, por integrantes de outros meios de comunicação; pelo gerente de Telerradiodifusão da TV Brasil Central, Euler Barbosa; pelo presidente da Agência Brasil Central (ABC), José Roberto Leão; e pelo secretário estadual de Comunicação, Marcos Silva.