Foto: Vinícius Schmidt

“Priorizar discussão política ao invés da vida do cidadão é covardia contra o povo brasileiro”, diz Caiado

Governador participou de videoconferência com ministro da Saúde, criticou politização da pandemia, e solicitou contrapartida legal para arcar com despesas de leitos de UTI habilitados pelo Ministério

Durante a primeira videoconferência realizada com o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, nesta quinta-feira, 30, o governador Ronaldo Caiado pediu que o Governo Federal repasse recursos para a manutenção das estruturas de saúde no Estados e reiterou as declarações que tem feito aos veículos de comunicação de que é inconcebível, no momento em que o mundo enfrenta a mais grave crise sanitária do século, concentrar esforços em discussões políticas, em detrimento do debate e implantação de medidas para conter a transmissão acelerada e as mortes pela Covid-19.

“Nós precisamos mostrar um novo momento, o que é um País, uma nação onde todos nós estamos abraçados, unidos, independentemente de sigla partidária. A saúde tem que estar acima desse processo político eleitoral. É inaceitável a politização neste momento em que estamos enfrentando uma pandemia. Isso chega a ser uma covardia que se pratica com o povo brasileiro”, destacou Caiado.

A primeira apresentação de Teich a Caiado e aos outros governadores do Centro-Oeste ocorreu de forma virtual. O gestor e médico goiano falou da experiência do Estado no combate à propagação do coronavírus, já que foi o município de Anápolis o escolhido para receber os repatriados que estavam na China, quando o País ainda era o epicentro da crise, no mês de fevereiro.

Outro assunto abordado pelo governador goiano com o representante do governo federal foi o pagamento pela habilitação dos leitos de UTI do Ministério da Saúde (MS) nos Estados. “Precisamos arcar com a necessidade diária de termos a equipe médica e toda a estrutura. Essa contrapartida do ministério é importante”, assinalou Caiado.

A proposta de que as unidades federativas brasileiras mais preparadas e com maior quantidade de leitos de UTI disponíveis recebam pacientes de outros Estados também foi apresentada oficialmente ao ministro. A logística para a transferência ficaria a cargo da Força Aérea Brasileira (FAB), sugeriu Caiado. “Vamos esquecer os limites geográficos e pensar em 220 milhões de brasileiros, onde cada um dá a mão ao outro para que a gente possa solucionar, ajudar, minimizar as dificuldades”, frisou.