Foto: Júnior Guimarães

Governo federal deve promover, ainda em 2020, concessão da BR-153, entre Anápolis e Porangatu

Leilão aguarda parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) e garantirá duplicação da rodovia. Informação foi confirmada ao governador Ronaldo Caiado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, durante inauguração das obras de restauração e adequação do Anel Viário de Goiânia e Aparecida de Goiânia

A BR-153, no trecho entre Anápolis e Porangatu, está dentro da rodada de uma nova carteira de 5.300 quilômetros de rodovias a serem concedidas para a iniciativa privada. A informação foi confirmada ao governador Ronaldo Caiado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, durante inauguração das obras de restauração e adequação do Anel Viário de Goiânia e Aparecida de Goiânia, nesta semana.

“Estamos aguardando somente a deliberação do Tribunal de Contas da União (TCU) para fazer a concessão da BR-153 de Goiás para o Tocantins, que vai ter na sua primeira fase a duplicação do trecho da 153 no território goiano”, afirmou o ministro. A previsão é que ainda este ano o tribunal emita o parecer, notícia que foi comemorada pelo governador: “A duplicação entre Anápolis e Porangatu é nosso grande sonho”, frisou Caiado.

A BR-153, conhecida como Belém-Brasília, é uma importante via de acesso à região Norte do país e faz ainda a ligação com o Centro-Sul do Brasil. Caiado considerada a rodovia um eixo, a “coluna vertebral” necessária ao escoamento da produção goiana e nacional. “É fundamental termos a duplicação, que sem dúvida alguma propiciará um transporte seguro e salvará vidas pelo fluxo que tem”, acrescentou o governador.

Segundo Tarcísio de Freitas, o governo federal trabalha para dar provisão e colocar Goiás na infraestrutura nacional. “É um Estado rico, onde a mineração avança e o agro já é muito importante e vai crescer ainda mais. E, com o governo (Jair) Bolsonaro, logística não faltará. O presidente observa Goiás, seu potencial e tem trabalhado incessantemente para trazer infraestrutura para o nosso setor produtivo”, completou.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 1.400 ocorrências de trânsito foram registradas no trecho da BR-153 entre Anápolis e Porangatu em 2019. Segundo a PRF, a má conservação da via é uma das principais causas dos acidentes.
Caiado ressaltou a importância do governo federal, que promove avanços em Goiás. “Mesmo em um momento difícil, de uma situação fiscal grave como recebi o Estado e como o presidente (Jair Bolsonaro) recebeu o país, depois uma pandemia, nós trabalhamos em total parceria em tudo e dedicação exclusiva”.

Concessão
A informação da abertura para a iniciativa privada da exploração da BR-153 já havia sido adiantada ao governador pelo secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello Costa, na semana passada durante inauguração de mais um trecho duplicado da BR-050, entre Catalão e Cumari. No encontro, o secretário explicou que as novas concessões realizadas pelo governo federal são modernas e inovadoras. Incorpora tudo que há de melhor em processos semelhantes na Europa e Estados Unidos. “Com previsibilidade para o investidor e a certeza de há uma regulação forte através da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres)”, assegurou.

Ainda conforme Marcello Costa, são investimentos como os resultantes das concessões das BRs 153, 381 e 262 que vão garantir uma nova fase de leilões no país. “Vamos passar para a iniciativa privada ativos que o Ministério (da Infraestrutura), o governo federal, não consegue, por restrições orçamentárias, duplicar ou melhorar a capacidade na vontade e pressa que o povo brasileiro precisa. Assim, as concessionárias farão a evolução necessária da infraestrutura e logística”, justificou.

E tudo isso, garante Marcelo Costa, terá efeito multiplicador. “Salva vidas, economiza recursos do Ministério da Saúde, com os acidentes que deixaram de ocorrer, melhora a logística e a competitividade do país, tornando o Brasil mais próspero e mais atrativo para investimentos de fora, de capital estrangeiro”, projetou o secretário.