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DEM e PSC se unem para lançar prefeito na Capital

Ronaldo Caiado e Vanderlan Cardoso já discutem a sucessão de 2014

No início da tarde de ontem, na sede do DEM, o de­pu­tado fe­deral Ro­naldo Caiado (DEM), o ex-pre­feito de Se­nador Ca­nedo Van­derlan Car­doso (sem par­tido), o ve­re­ador Si­meyzon Sil­veira (PSC) e o ad­vo­gado Ra­fael Rahif (DEM) anun­ci­aram a com­po­sição da chapa para Pre­fei­tura de Goi­ânia. Si­meyzon sai como o can­di­dato a pre­feito, e Rahif, que chegou a ser anun­ciado como pré-can­di­dato do DEM, como vice. A co­li­gação é com­posta por DEM, PSC e PRP. De acordo com Caiado, ali­ança para que o nome de Si­meyzon saísse como pre­feito ocorria há duas se­manas.

Ro­naldo Caiado afirmou que o nome de Si­meyzon vou ar­ti­cu­lado em reu­niões feitas com Jor­ce­lino Braga, pre­si­dente do PRP em Goiás. Caiado de­clarou que está sendo mon­tado um eixo em Goiás, e conta com o apoio de Van­derlan Car­doso. “O eixo sobre aquilo que sempre lutei. Eu vou mudar na prá­tica o sis­tema elei­toral, e esse é o exemplo da mu­dança na prá­tica. Um exemplo é o não lo­te­a­mento da má­quina da pre­fei­tura. É um com­pro­misso dá ética, da qua­li­fi­cação das pes­soas que as­su­mirão, in­de­pen­dente de seus pen­sa­mentos ide­o­ló­gicos. Tem que ser qua­li­fi­cadas em sua função”, de­clarou.

Sobre pro­jetos, o de­pu­tado falou que o man­dato tem que ser pen­sado sempre no co­le­tivo. “Iremos im­plantar re­gi­o­nais em toda a ci­dade, o que ne­nhum pre­feito teve co­ragem de im­plantar. Pen­samos em todos, e essa trans­for­mação só vai ocorrer com quem tem in­de­pen­dência para im­plantá-la. Caiado afirmou que Rahif mudou sua po­sição – de que não sairia como vice – pois se­guiu as von­tades do par­tido e elo­giou a sua po­sição.

Van­derlan Car­doso, que não está fi­liado a ne­nhum par­tido desde que saiu do PMDB, mas que é pa­trono do PSC, afirmou que só pen­sará em que par­tido irá se fi­liar após as elei­ções de ou­tubro. Sobre o eixo ci­tado por Caiado, disse que sempre teve muita von­tade de tra­ba­lhar com o de­pu­tado, e que nos úl­timos anos tem con­ver­sado muito sobre a ca­pital, e sobre Goiás. “Essa união do DEM e PSC pode se re­petir em 2014, sim. Es­tamos tra­ba­lhando e tor­cendo para isso”, afirmou. Car­doso disse que es­tará pre­sente na cam­panha de Si­meyzon, pois apenas entra em pro­jetos que acre­dita. “Quero dis­cutir pro­jetos, para que pos­samos trazer muitos be­ne­fí­cios para as ci­dade de Goi­ânia.”

O can­di­dato a pre­feito Si­meyzon disse estar muito feliz com o apoio de Caiado e de Van­derlan, mas que isso traz muita res­pon­sa­bi­li­dade. “Para mim é um peso muito grande, pois tenho que honrar estes nomes, que fi­zeram muito bem para a po­lí­tica goiana”, disse. Sobre ser um can­di­dato com nome forte entre os evan­gé­licos – é filho do após­tolo Si­nomar, e pastor da igreja Luz Para os Povos – disse não acre­ditar que isso ganhe votos. “Acho que a ci­dade vai além da questão da fé. Não po­demos deixar que a re­li­gião se torne ponto de dis­cussão de cam­panha”, afirmou o ex-pre­feito.

Caiado diz que Democratas vai disputar prefeituras em Goiânia, Aparecida, Anápolis e outras 180 cidades goianas

O deputado federal Ronaldo Caiado disse nesta segunda-feira (7/5) que o Democratas vai lançar candidato a prefeito em Goiânia. A afirmação foi dada durante o Seminário de Comunicação, Estratégias de Marketing, Legislação Eleitoral e Redes Sociais do Democratas.

Sobre o nome que será escolhido pelo Democratas para a disputa em Goiânia, Ronaldo Caiado disse que essa definição deve ocorrer até 30 de junho, data final das convenções. “Temos alguns nomes, mas posso adiantar que será um nome preparado e que agradará goianienses”, disse.

Sobre a pesquisa Serpes/O Popular, que revelou um alto índice nulo de intenção de l em Goiânia, Caiado afirmou que isso reflete o descrédito da classe política. “Não esperava outro resultado. Há oito anos tentamos aprovar a reforma política e ela não avança. O sistema político-eleitoral brasileiro está comprometido”, disse Ronaldo Caiado, que já foi relator da reforma política.

Caiado disse ainda que o partido também terá cabeça de chapa em Aparecida de Goiânia, Anápolis e outras 180 cidades goianas. “Estamos preparando os filiados, os pré-candidatos para que nomes de respeito e de qualidade sejam apresentados. Esperamos eleger nomes em 25% das prefeituras”, disse.

Além de Ronaldo Caiado, o vice-governador José Eliton, os deputados estaduais José Vitti, Nilo Resende e Hélio de Sousa e pré-candidatos a prefeito e vereadores participaram do evento. “É um evento interno do partido que serve para nos preparamos. Tenho certeza que vamos fazer bonito e apresentar bons nomes para a disputa eleitoral nas cidades goianas”, explicou Caiado.

O deputado Ronaldo Caiado afirmou ainda que o partido está forte em Goiás  e que vai fazer uma série de reuniões regionais pelo Estado.

O deputado estadual Helio de Sousa destacou a iniciativa do deputado Ronaldo Caiado em organizar o evento. “Serve como preparação e incentivo. O partido se preocupa em preparar os seus quadros”, disse.

O mestre da política

A política partidária é um campo interesse para análise. E, principalmente, quando os principais agentes estão na ação intensa e conduzindo os movimentos entre as forças. É por isso, que há políticos, militantes, representantes e os líderes.

O líder é a expressão máxima de uma sigla. É no contorno da ação dele que está boa parte da estratégia do partido político. Faço esta introdução para abordar a decisão do deputado Ronaldo Caiado na Convenção do DEMOCRATAS. Alí, apareceu um “mestre da política”.

Não é nenhuma novidade, dizer que a imagens dos Caiados sempre esteve aliada ao uso da força, da radicalidade, da imposição e do medo. Muitas pessoas falam que o deputado Ronaldo Caiado consegue expressar esta imagem dos antepassados.

Já previa, nos comentários que fiz pela Rádio 730, que Caiado faria um discurso que valeria a pena prestar atenção. Dito e feito.

Por que o deputado Ronaldo Caiado renunciou à disputa, discordou da aliança com o PSDB e preferia anunciar que enfrentará a campanha sozinho? Se fosse defender outra proposta diferente da aliança com os peessedebistas, iria perder e, de quebra, contrariaria uma boa parte do DEM.

Caiado conduziu a votação para definição das candidaturas e, a partir do momento que os convencionais iriam aprovar a aliança com o PSDB, ele se retirou. O deputado mostrou que era contra a aliança, mas curvou-se diante da vontade da maioria do partido e dá uma lição democrática, na contramão da imagem dos “Caiados”.

Ao pontuar a contrariedade pessoal da aliança com o PSDB, Ronaldo Caiado mantém a coerência política com todo o discurso que fez recentemente. Principalmente, no tocante a Marconi Perillo. Está exposto, Caiado não confia no peessedebista.

Ao mesmo tempo, agora, o presidente do DEM parte para uma campanha eleitoral em que ninguém no partido vai ter a ousadia e nem a coragem de questionar a posição pessoal dele. Afinal, ele deixou o partido fazer uma aliança, apesar de contrariado.

Não há dúvida de que Caiado está concentrado na tentativa de fortalecer o DEM e ele não admite qualquer tipo de ação que possa diminuir o partido. Se tivesse agido com força, de forma autoritária, para impedir a aliança com o PSDB, talvez tivesse que passar por um bom tempo na administração de uma dissidência.

O DEM tem problemas na manutenção de suas estruturas de poder, está perdendo espaço continuamente no legislativo. Na Convenção, Caiado fez um o que um grande líder faria, renunciar, dar passos atrás, para não dividir e nem diminuir o partido.

No fundo, a Convenção do DEM, que seria uma grande derrota para Caiado, acabou como o fato político mais importante da semana, e ele com a independência para trilhar o caminho que pensa ser melhor nesta eleição.

No fundo, deve ter-lhe doído a alma o momento que saiu da Convenção, no auditório da Camara de Goiânia, e entrava Marconi Perillo para receber aplausos como candidato.

Ronaldo Caiado pode ter pedido uma batalha, mas não pense que a guerra acabou. O líder está livre para enfrentar o eleitor e justificar a campanha solitária. Cada vez que ele explicar o caso, o PSDB e Marconi serão o alvo.

Caiado não é de ficar em cima do muro. Ele vai ter um lado nesta eleição. Como um mestre, sabe os passos que dá.

FONTE: Blog do Altair Tavares – Portal 730