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Autoridades do Rio forjam indignação pelo avesso, diz Caiado em artigo na Folha

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, defendeu em artigo publicado neste sábado (04/11) pela Folha de S. Paulo o ministro da Justiça Torquato Jardim, alvo de críticas esta semana por ter declarado que o comando da Polícia Militar no Rio de Janeiro é sócio do crime organizado e que as autoridades estaduais não tem controle sobre o quadro. Para o senador, “querem combater a febre quebrando o termômetro”.

“Quando alguém rompe a cortina de silêncio e diz o óbvio, é imediatamente crucificado. A paciência da sociedade chegou ao limite. Nem se trata de guerra civil, que pressupõe dois lados em combate. O que há é um massacre civil, sem precedentes, que confirma a triste realidade de que o crime organizado está mesmo no comando, com seus tentáculos estendidos por amplos setores da administração pública”, escreveu o democrata.

Ronaldo Caiado lembrou que a tragédia na segurança pública do Rio não é recente mas que os Três Poderes parecem viver em uma realidade paralela, colocando em risco a vida da população. “O ministro nem foi a primeira autoridade do atual governo a dizê-lo. Antes, quando da intervenção militar na Rocinha, em setembro, seu colega da Defesa, Raul Jungmann, havia feito a mesma constatação: que, no Rio, o crime organizado havia “capturado o Estado”. Curiosamente, porém, não provocou as reações de agora. O incômodo causado é apenas mais uma anomalia, mais uma tentativa de forjar uma indignação pelo avesso.”, disse.

Leia o artigo na íntegra.

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Crime organizado está mesmo no comando

Houve um tempo, na história humana, em que o portador de más notícias era sacrificado pelo simples fato de tê-las transmitido.

A prática irracional acaba de ser restaurada em relação ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, alvo de críticas ferozes por ter dito o óbvio: que, no Rio de Janeiro, os comandantes da Polícia Militar, com honrosas exceções, “são sócios do crime organizado”. E ainda: que o governador Pezão e o secretário de Segurança, Roberto Sá, não têm controle sobre esse quadro.

Menciona ainda um deputado estadual, que estaria no comando da baderna. A rigor, falou pouco —e o óbvio.

Omitiu o fato de que não apenas os comandos da área de segurança estão contaminados pelo crime mas todo o aparelho do Estado, como o demonstra o fato de quase todos os integrantes do Tribunal de Contas estarem presos, assim como dois governadores que precederam o atual, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral (o primeiro em regime de prisão domiciliar).

A tragédia vem de longe —e qualquer morador do Rio sabe disso. O ministro nem foi a primeira autoridade do atual governo a dizê-lo.

Antes, quando da intervenção militar na Rocinha, em setembro, seu colega da Defesa, Raul Jungmann, havia feito a mesma constatação: que, no Rio, o crime organizado havia “capturado o Estado”.

Curiosamente, porém, não provocou as reações de agora. O incômodo causado é apenas mais uma anomalia, mais uma tentativa de forjar uma indignação pelo avesso.

Surpreendidos com a exposição nua e crua da verdade, algo sempre evitado, agentes públicos, no Rio e em Brasília, voltam sua fúria contra o alvo errado. Pezão, personificando a fúria dos infratores, quer —vejam só!— processar o ministro.

O erro estaria não no fato em si —a contaminação do Estado pelo crime organizado—, mas na sua revelação. Querem combater a febre quebrando o termômetro.

O ministro, segundo essas autoridades, deveria ter agido de outra forma: em vez de falar, deveria tomar providências. Ora, não lhe cabe intervir num Estado que desfruta de autonomia federativa, como não lhe cabe também, como maior autoridade nacional do setor, silenciar em face da gravidade dos fatos.

Cumpriu seu dever. Se se mantivesse calado, aí sim, seria cúmplice de tal aberração. É pedagógico que tal situação ocorra no momento mesmo em que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, por meio de seu 11º Anuário, divulga dados estarrecedores do quadro de insolvência do setor.

Aumentaram as mortes violentas no Brasil em 17 dos 26 Estados no último ano. E o Rio, com crescimento de 24%, nem é o Estado mais violento. O troféu cabe ao Amapá, que registrou aumento de 52% entre 2015 e 2016.

São nada menos que 61.619 casos de homicídio —sete por hora! Para que se tenha uma ideia do tamanho da tragédia, a média de mortos civis na guerra da Síria é de 35 mil por ano. E na Guerra do Vietnã, em dez anos, morreram 60 mil soldados americanos. Temos aqui um Vietnã por ano.

Os casos de latrocínio, por sua vez, aumentaram 58% em sete anos no Brasil, com Goiás ocupando a vice-liderança.

Enquanto isso, os três Poderes parecem viver uma realidade paralela, colocando em risco diário a sobrevivência física da população.

Quando alguém rompe a cortina de silêncio e diz o óbvio, é imediatamente crucificado. A paciência da sociedade chegou ao limite.

Nem se trata de guerra civil, que pressupõe dois lados em combate. O que há é um massacre civil, sem precedentes, que confirma a triste realidade de que o crime organizado está mesmo no comando, com seus tentáculos estendidos por amplos setores da administração pública.

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Na TV, Caiado fala de projetos e diz que oposição não vai deixar Goiás virar RJ

“Governo deu um Neymar para a JBS”, diz o presidente do Democratas

O presidente regional do Democratas, Ronaldo Caiado, estreia nesta terça-feira (22/08) as novas pílulas do partido, que serão exibidas também no dia 25 de agosto em horário gratuito no rádio e na televisão. Em 20 inserções de 30 segundos, o senador vai falar sobre a necessidade de as lideranças estaduais se unirem para mudar Goiás e de seus projetos como parlamentar nas áreas de saúde e segurança pública.

Em uma das quatro pílulas programadas, Ronaldo Caiado lembra que Goiás está perto de repetir o caos financeiro que o Rio de Janeiro enfrenta. “Uma luta se vence quando estamos unidos. O Brasil se uniu, foi às ruas para não nos transformarmos numa Venezuela. Não podemos permitir que Goiás se transforme no que estamos assistindo no Rio de Janeiro. Lideranças em todo o Estado já estão se unindo. Vamos debater os problemas, mudar o cenário político do nosso Estado. Participe também dessa mudança. Estamos juntos para mudar Goiás”, convidou.

Em outras duas pílulas ele falou sobre projetos que apresentou no Congresso para melhorar a saúde e a segurança. Nesta última área ele mencionou texto apresentado recentemente que prevê a destinação de 2% do valor arrecadado em loterias para um fundo de segurança. “A segurança pública de Goiás é uma das piores do Brasil. Temos o quinto maior número de homicídios e o segundo lugar em assassinato de mulheres e mais da metade das cidades estão sem delegados. Ingressei com um projeto que destina 2% do valor bruto arrecadado pelas loterias para os fundos de segurança. Mas vamos lutar também para acabar com o bolsa bandido. E equipar nossa polícia”, disse.

Já na área da saúde, o senador destacou duas lutas importantes. “Como médico, conheço as necessidades da saúde pública. Como parlamentar, sou autor da emenda que destina 25% da arrecadação com royalties de petróleo para a saúde. Temos também uma proposta que cria a carreira de Estado para médicos, tornando possível a presença de especialistas no interior. Isso significa mais cardiologistas, neurocirurgiões, pediatras e ortopedistas. Medicina digna para a nossa gente”, defendeu.

Ronaldo Caiado também vai usar o seu tempo na TV para falar sobre assuntos que atingem diretamente o bolso do cidadão goiano. “Já pensou ganhar um Neymar de graça para jogar no seu time? Pois bem. O governo de Goiás editou uma lei que concedeu perdão de mais de R$ 900 milhões à JBS. Isso seria legal para empresas que estivessem passando por problemas financeiros. À época a JBS registrava grandes lucros. O governo abriu mão mais de quase R$ 1 bilhão para os irmãos Batista e terão de responder por isso à Justiça. Aguarde!”, lembrou.

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Associação da PM agradece trabalho de Caiado na segurança pública

Representantes de associações da Polícia Militar de Goiás agradeceram o senador Ronaldo Caiado (Democratas) o trabalho em defesa da segurança pública no Estado. Presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ASSOF-GO), o tenente-coronel Alessandri da Rocha Almeida pediu o encontro na segunda-feira (27/03) para externalizar a gratidão da polícia e reforçar o apoio ao democrata.

“Foi um agradecimento não só pelo que tem feito pela polícia, mas também junto à população. Deixamos o nosso recado, dissemos que estamos juntos com ele. O senador tem pulso firme e coragem para falar o que é verdadeiro. É deste tipo de político que precisamos”, afirmou Alessandri.

Ao avaliar o momento político, o tenente-coronel afirmou que Ronaldo Caiado tem as qualidades necessárias para fazer com que as pessoas retomem o interesse pela política. Ele também falou das dificuldades estruturais da polícia militar. “A Polícia Militar hoje está desassistida, enfrentamos muitos entrados. Queremos mostrar um bom serviço, mas nem sempre temos apoio”, lamentou.

Acompanhado do presidente da Assof-GO estiveram o Sargento Gilberto Cândido, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar; o tenente-coronel Carneiro, da associação dos inativos; e o Coronel Viveiros.

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Temos um Estado em moratória moral, diz Caiado na Folha

O líder do Democratas, Ronaldo Caiado, responsabilizou o Estado brasileiro pela atual crise brasileira e o descrédito da sociedade em relação aos três Poderes que, segundo ele, não conseguem cumprir o seus papéis. Em artigo publicado neste sábado (25/02) pela Folha de S. Paulo, o parlamentar citou decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) de obrigar o Estado de Mato Grosso do Sul a indenizar um presidiário devido às condições desumanas do presídio em que cumpriu a sua pena.

“Trata-se de alguém que cometeu crime de latrocínio – assalto seguido de morte. O STF entendeu que o Estado, ao não garantir a integridade do preso, descumpriu a Constituição. De fato, mas o que se pergunta é: e os demais descumprimentos?”, questionou.

O democrata acredita que, além de danos futuros ao erário público, a decisão não ataca as causas principais do problema de degradação do sistema penitenciário. “O que temos aí? Um Estado em moratória moral, que, de costas para a sociedade que o provê decide priorizar os que contra ela atuam. Um Estado inconstitucional, alheio aos fundamentos com que é definido pela Carta Magna do país – e não apenas por atos pontuais, como esses, senão pelo conjunto da obra”, afirmou.

Leia o artigo na íntegra.

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Mandar indenizar presidiário é dar as costas para a sociedade

O Estado, sem dúvida, é o grande vilão da crise brasileira. Mais que isso, é a própria crise. O descrédito que a sociedade, em seu conjunto, devota hoje aos três Poderes, dificultando (quando não impedindo) a governabilidade, deriva, em síntese, de um sistemático descumprimento contratual. O Estado não cumpre o seu papel.

O contribuinte arca com uma das mais altas taxas tributárias do planeta e tem como retorno (quando tem) serviços que muito raramente merecem tal qualificativo. Trata-se, pois, de um calote à cidadania. Os setores essenciais —saúde, segurança e educação— estão claramente degradados.

Basta ir a um hospital público, qualquer um, para ver pacientes agonizando e morrendo nos corredores. Faltam médicos, enfermeiros, equipamentos básicos, condições sanitárias mínimas.

A segurança pública mostrou há poucos dias em que estágio está. Uma greve da PM no Espírito Santo produziu, em quatro dias, 161 mortos. Os índices anuais de homicídio ultrapassam 60 mil.

O contrabando de armas tornou-se um dos mais prósperos negócios, facilitado pelas imensas fronteiras porosas, que favorecem a ação do crime organizado. Em decorrência, o país deixou há muito de ser apenas corredor de exportação de drogas para tornar-se o segundo consumidor mundial de cocaína e o primeiro de crack.

O Estado, nos termos da Constituição, é o responsável pela ineficácia de tais serviços, que são de sua alçada exclusiva. A degradação é geral, mas, para espanto da sociedade, a Justiça decidiu enquadrá-lo não em relação a quem o sustenta —o cidadão-contribuinte—, mas exatamente em relação a quem contribui para tornar esse ambiente ainda mais irrespirável: o bandido.

Refiro-me à recente decisão do STF de obrigar o Estado de Mato Grosso do Sul a indenizar um presidiário, que pediu reparação pecuniária por danos morais em decorrência do tratamento degradante que recebeu no cumprimento da pena.

Trata-se de alguém que cometeu crime de latrocínio —assalto seguido de morte. O STF entendeu que o Estado, ao não garantir a integridade do preso, descumpriu a Constituição. De fato, mas o que se pergunta é: e os demais descumprimentos?

O cidadão assassinado por aquele presidiário, assim como milhares de outros, tinha também direito à segurança, que o Estado não lhe proveu. Sua família será indenizada?

E ainda: ao dar repercussão geral a essa decisão, o STF abre as portas para que toda a população carcerária do país, que vive nas mesmas condições —cerca de 700 mil presos—, requeira o mesmo direito.

Num cálculo aproximado, a despesa, mantido aquele valor, que pode ser aumentada de acordo com o critério de cada juiz, seria em torno de R$ 1,4 bilhão. No Amazonas, a Justiça mandou indenizar em R$ 60 mil as famílias dos mortos em confronto entre facções criminosas dentro do presídio.

Além dos danos ao teto dos gastos públicos, a decisão não vai sequer à raiz do problema: a degradação do sistema penitenciário em seu conjunto. Ataca-se mais uma vez o sintoma e mantêm-se as causas da enfermidade.

O que temos aí? Um Estado em moratória moral, que, de costas para a sociedade que o provê, decide priorizar os que contra ela atuam. Um Estado inconstitucional, alheio aos fundamentos com que é definido pela Carta Magna do país —e não apenas por atos pontuais, como esses, senão pelo conjunto da obra.

O que se deduz de tudo isso é que a reforma do Estado é a grande e inadiável urgência. Em seu perfil atual, não há planos econômicos, por mais engenhosos, que o regenerem. É preciso refundar o Estado brasileiro —ou será cada vez mais ingovernável.

plenário

Caiado sobre violência do Entorno: “pedido de auxílio à Força Nacional deveria ter sido feito antes”

O senador Ronaldo Caiado (Democratas) criticou a demora do governador Marconi Perillo (PSDB) em tomar medidas para conter a violência no Entorno do Distrito Federal. Conforme publicou o jornalista Jarbas Rodrigues em seu Facebook, o tucano pediu nesta sexta-feira ao ministro da Justiça Alexandre Moraes a presença da Força Nacional em Luziânia, que viu os índices de violência triplicar em relação ao ano passado.

Em 25 de fevereiro do ano passado, o democrata usou a tribuna do Senado para pedir ao governo que solicitasse que a Força Nacional e o Exército viessem em socorro dos goianos. Mas, além de não aumentar o efetivo de policiais e nem traçar uma estratégia de combate ao crime, Marconi Perillo preferiu se ater à picuinha política e ignorar o alerta.

“Há exatamente um ano usei a tribuna do Senado para denunciar a incompetência de Marconi Perillo para combater a violência em Goiás. Defendi que o governo estadual solicitasse ao Ministério da Justiça o auxílio da Força Nacional e do Exército para conter a situação que se agravava. No Entorno do DF, onde a situação sempre foi mais crítica, Marconi nada fez nesse período. Resultado: em Luziânia o número de assassinatos triplicou. Só agora o governador se atenta para a própria incompetência e faz o mesmo pedido que fiz há um ano. Sobra descaso com a vida humana”, disse Ronaldo Caiado nas redes.

pilula

“Quem apoia esse governo (Marconi), não tem compromisso com a sua cidade”, diz Caiado em programa de TV e rádio do Democratas

O senador Ronaldo Caiado vai aparecer durante este mês no horário gratuito eleitoral do Democratas na televisão e rádio com críticas ao discurso fantasioso do governo estadual. As seis inserções ocorrem nos dias 7, 18, 25 e 28 de março e tratam de temas em que a propaganda do governador Marconi Perillo (PSDB) tenta camuflar a realidade, como saúde, segurança pública e infraestrutura. As pílulas serão transmitidas de acordo com a região do Estado. Para cada uma delas, o tema que mais aflige a população.

Nas pílulas, o líder do Democratas afirma que o governo e sua equipe preferiram investir em propaganda a cuidar da população. Exibindo reportagens que mostram o caos vivenciado pelo Estado em várias áreas, o senador conclama aos que não apoiam este governo a se juntarem ao Democratas na busca por mudanças.

“Goiás está entregue à bandidagem. O caos que o governador instalou passa da irresponsabilidade. A violência está por toda parte. Os bandidos estão soltos e nossa gente presa em casa com medo. Segurança é responsabilidade do Estado, a culpa é do governador. Este ano teremos eleições municipais. Quem apoia esse governo, não tem compromisso com a sua cidade. Junte-se a nós, seja Democratas”, diz na inserção sobre segurança pública.

A problema da energia elétrica também é tratado em duas pílulas. Numa delas o senador cita o caso da Celg e denuncia o abandono, a incompetência e a corrupção dentro da empresa. “A Celg é o Petrolão de Goiás. O governador se juntou com a presidente e estão acabando de vez com a nossa Celg”, afirma na propaganda.

A saúde é outro tema tratado nas pílulas. Em uma delas o senador lembra que Marconi Perillo negligencia áreas importantes do Estado para investir em propaganda. “O governo de Goiás prefere gastar com publicidade do que cuidar das pessoas”, denuncia.

Os vídeos também estarão disponíveis nas redes sociais do senador. Acesse abaixo pelo canal do Youtube:

1 – https://youtu.be/fNnn_iJC0aQ

2 – https://www.youtube.com/watch?v=1Po23H1A0hg

3 – https://youtu.be/YvHUkCufLr8

4 – https://youtu.be/QZjoo9r75Os

5 – https://youtu.be/u2ZnGVjIJv8

6 – https://youtu.be/tx2mE68vQnE

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É preciso humildade do governo de Goiás para reconhecer que situação é calamitosa, diz Caiado na Rádio 730

A alta incidência de crimes em Goiás, e em especial na Região Metropolitana de Goiânia, exige planos emergenciais do governo estadual. Foi o que defendeu o líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, em entrevista nesta manhã à rádio 730. Ao sugerir o auxílio da Força Nacional e do Exército para conter a violência do Estado, Ronaldo Caiado pediu humildade ao governo estadual.

“Vivemos uma situação de emergência. Não é só a troca de nomes. Tem de haver planos estratégicos, de curto, médio e longo prazos. Nesse momento precisamos do apoio da Força Nacional e do Exército. As Forças Armadas, tal como no Rio de Janeiro, também podem transitar onde há maiores índices de criminalidade. O governo precisa ter humildade para reconhecer que a situação é calamitosa”, disse.

O senador avalia que, neste momento, as ferramentas que o governo de Goiás dispõe são insuficientes. Ele citou como exemplo o efetivo da Polícia Militar que, de acordo com o sindicato, é de 13 mil policiais para atender todo o Estado. Em Goiânia, onde a situação é mais crítica, o número de policiais militares nas ruas caiu de 3,5 mil em 2007 para 1,5 mil. “Como vai querer que a população fique tranquila com 1,5 policiais na rua, se antes eram 3,5 mil? A PM não é capaz de se multiplicar para atender Goiás e Goiânia, que está sitiada”, lembrou.

A presença de apoio ao aparato policial seria apenas uma medida emergencial, mas o senador defende que o governo apresente planos a médio e longo prazo também. “É necessário contratar mais, fortalecer a academia de polícia para que possa formar um novo contingente. Faltam as ferramentas necessárias para combater esse processo ascendente de criminalidade. As autoridades estão de carro blindado, mas a população está desguarnecida”, comparou.

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Caiado defende auxílio da Força Nacional e do Exército em Goiás

O senador Ronaldo Caiado (Democratas-GO) defendeu que o governo goiano solicite ao Ministério da Justiça o auxílio da Força Nacional no combate à criminalidade no estado. O parlamentar também sugeriu ajuda do Exército brasileiro como forma de conter a onda de violência na capital e no interior.

Em discurso no plenário do Senado Federal, nesta quinta-feira (25/02), Caiado citou o crime bárbaro que vitimou a jovem Nathália Araújo Zucatelli, morta após sair de um cursinho no Setor Marista, em Goiânia, na segunda (18). Ele também citou a média elevada de assalto a carros em Goiânia, o aumento do tráfico de drogas no interior do estado e a diminuição no contingente da Polícia desde 2007.

“Goiás está sitiado pela bandidagem. Nessa hora é preciso entender que existe um déficit grave no efetivo das polícias civil e militar que tem contribuído para esta situação de emergência na segurança pública. O governador Marconi Perillo precisa ter humildade para convocar o Exército e a Guarda Nacional para ajudar o Estado”, defendeu.

De acordo com Caiado, somente em Goiânia houve uma redução de 2 mil policiais desde 2007. Atualmente, são apenas 1,5 mil PMs. Ao todo, o estado conta com um efetivo abaixo da média nacional, que é de um policial para cada 332 habitantes. Em Goiás há apenas um para cada 502 goianos.

“É inadmissível exigir que um contingente de 13 mil policiais militares dê conta de dar segurança a 246 municípios e seis milhões de goianos. E aí não adianta trocar secretários por pura ‘marquetagem’ e sem nenhum efeito para a sociedade. O que é preciso agora são ações concretas”, defendeu.

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A sociedade quer mais que troca-troca de secretários, diz Caiado

O senador Ronaldo Caiado (Democratas) cobrou medidas práticas do governador Marconi Perillo (PSDB) para a área de segurança pública que estejam além da troca de comando na secretaria. A cobrança veio pouco depois do anúncio do governador de que vai mudar o comando da pasta.

“Há poucas horas, o governador Marconi Perillo disse que tudo que podia ser feito estava sendo feito e sob controle na segurança pública. Agora Marconi se contradiz e troca o secretário de segurança pública. A sociedade goiana quer muito mais que troca-troca de secretários”, alertou.

O senador também acusou o tucano de recorrer mais à propaganda do que às ações efetivas contra a criminalidade. “Marconi em vez de agir na área de segurança pública, prefere fazer o que ele sabe de melhor com sua “varinha de condão”: marketing e ilusão”, disse.

Mais cedo, ao repercutir a entrevista coletiva do governador, Ronaldo Caiado chamou a atenção para o discurso de que a segurança não estaria em crise.

“Nem quando a população vive um momento de comoção por estar refém da bandidagem, Marconi admite as falhas de seu governo.
É deplorável. Como o governador de Goiás pode dizer em uma entrevista coletiva que a segurança melhorou extraordinariamente em sua gestão?”, questionou.

Para o democrata, Marconi Perillo debocha da população. “Marconi debocha o povo goiano ao afirmar que não tem “varinha de condão” e não tem santo que dê conta de fazer mais. Uma pergunta: parecem falas de alguém que se preocupa em resolver a crise da segurança pública?”, finalizou.

CMA

É mais fácil culpar leis do que fazer sua parte na segurança, diz Caiado sobre governo

O senador Ronaldo Caiado (Democratas) alertou nesta quinta-feira (18\02) para as falhas no discurso do governo de Goiás em relação à segurança pública. Ao comentar matéria publicada hoje pelo jornal O Popular que mostra que em dez anos o efetivo da Polícia Militar caiu para menos da metade, saindo de 3,5 mil policiais para 1,5 mil, o parlamentar questionou a distância entre o que é divulgado pelo governo e a prática vivenciada pela população.

“O discurso do governador Marconi Perillo de que a área da segurança pública é eficiente não se sustenta. Hoje sabemos que em quase 10 anos o efetivo da PM em Goiânia foi reduzido a mais da metade. Isso enquanto a população cresceu. Como fazer um trabalho preventivo e estratégico quando mal se consegue atender as ocorrências?”, perguntou.

A reportagem foi publicada na mesma semana em que o secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, deu nota 8 à atuação do governo no setor. “Essa notícia, na mesma semana em que o secretário de classifica o setor com nota 8, mostra como a base desse governo é precária. Para ele é muito mais fácil culpar as leis e a União do que fazer a sua parte”, emendou.

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