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PT colaborou com destruição da Venezuela, diz Caiado na Folha

Em artigo publicado neste sábado (12/08) na Folha de S. Paulo em que fala sobre a suspensão da Venezuela do Mercosul, o senador Ronaldo Caiado (Democratas) afirmou que a destruição do país vizinho não é alheia ao Brasil. Isso porque o PT, impulsionado pelo Foro de São Paulo, teria deixado suas digitais no processo.

Segundo o senador, o PT foi incentivador e apoiador financeiro do projeto bolivariano que teve êxito ao eleger presidentes na América Latina, mas que ao longo dos anos perdeu os seus principais atores e acabou fracassando.

“A Venezuela, porém, é o que espelha em grau mais trágico a índole desse projeto totalitário, que impôs gravíssimo retrocesso ao continente, devolvendo-o à pobreza crônica. O mais triste de tudo é que coube ao Brasil sustentar economicamente esse projeto”, lembrou. “Foi o próprio Lula, em reunião do Foro, quem disse que “o Brasil, como a mais poderosa economia continental, tem a responsabilidade de sustentar esse projeto”, reforçou.

Diante de um quadro de crimes de assassinato e tortura no País, o parlamentar criticou a mera suspensão do País do bloco. “Fala-se agora em confisco de bens privados pelo Estado, na sequência de uma Constituinte em eleição fraudada e diversas violações às instituições, como o afastamento da procuradora-geral Luisa Ortega Díaz. Diante disso, não há como não considerar branda a mera suspensão da Venezuela do Mercosul, por violação à cláusula democrática. O governo brasileiro, que neste momento preside a instituição, foi leniente ao não concordar com a sumária expulsão”, disse.

Leia o artigo na íntegra.

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As digitais do PT na tragédia venezuelana

A destruição política, econômica e moral da Venezuela, país que até a década de 1990 exibia uma das mais sólidas economias da América Latina, não é questão alheia ao Brasil. Muito pelo contrário.

É fruto de um projeto revolucionário socialista, denominado bolivariano —referência a Simón Bolívar, libertador da América hispânica.

Foi urdido no Foro de São Paulo, entidade criada por Lula e Fidel Castro, em 1990, com o objetivo de propiciar a ascensão da esquerda ao poder em toda a América do Sul e Caribe.

Teve êxito inicial, levando a esquerda ao governo de países como Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Equador e Nicarágua. Mas fracassou: perdeu os seus principais atores, Argentina e Brasil, e os demais estão não apenas falidos mas em processo de convulsão social. Inclusive nós.

A Venezuela, porém, é o que espelha em grau mais trágico a índole desse projeto totalitário, que impôs gravíssimo retrocesso ao continente, devolvendo-o à pobreza crônica. O mais triste de tudo é que coube ao Brasil sustentar economicamente esse projeto.

Foi o próprio Lula, em reunião do Foro, quem disse que “o Brasil, como a mais poderosa economia continental, tem a responsabilidade de sustentar esse projeto”.

Isso explica não apenas a rapina petista ao Estado brasileiro mas a ascensão do crime organizado no continente, pela presença no Foro das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O PT e seus satélites associaram-se a esse projeto e passaram a agir segundo as ordens que dele emanavam.

Até a política externa, que obedecia não ao Itamaraty mas ao PT, por meio do seu coordenador de Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, submetia-se aos ditames do Foro, em escandalosa ilegalidade.

Em 2005, Lula gabou-se de ter “inventado o Hugo Chávez”. Não apenas o inventou como lhe deu sustentação política, econômica e logística, esta em parceria com Cuba, que inclusive infiltrou seus agentes na alta oficialidade das Forças Armadas venezuelanas.

Relatório desta semana do Alto Comissariado da ONU de Direitos Humanos, impedido de entrar no país, constatou o massacre: 124 mortes “relacionadas com as manifestações”.

Destas, as forças de segurança são “alegadamente responsáveis” por pelo menos 46, e os coletivos pró-governo são “alegadamente responsáveis” por 27. Quanto às restantes 51, diz a ONU, “não é claro quem foram os responsáveis”. Bem, o povo com certeza não foi.

Há ainda relatos de “choques elétricos e espancamentos com capacetes e paus enquanto os detidos estão algemados”; de detidos “pendurados pelos pulsos por longos períodos”; de “asfixia por gás”, de “ameaças de morte” e de “ameaças de violência sexual contra detidos ou seus familiares”. O número de presos políticos subiu para 359, segundo a ONG FPV (Foro Penal Venezuelano).

Fala-se agora em confisco de bens privados pelo Estado, na sequência de uma Constituinte em eleição fraudada e diversas violações às instituições, como o afastamento da procuradora-geral Luisa Ortega Díaz.

Diante disso, não há como não considerar branda a mera suspensão da Venezuela do Mercosul, por violação à cláusula democrática. O governo brasileiro, que neste momento preside a instituição, foi leniente ao não concordar com a sumária expulsão.

Quem se dispuser a ler os Cadernos de Tese do 5º Congresso do PT, em Salvador, em 2015, há de constatar que o partido via no segundo governo Dilma o momento de avançar no projeto revolucionário, nos moldes venezuelanos.

Disso escapamos, mas as digitais do PT estão impressas de modo indelével na tragédia venezuelana.

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Caiado diz na Folha que terrorismo reverbera no Brasil sob a forma de ideologia

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, afirmou em artigo publicado neste sábado (21 de novembro) pela Folha de S. Paulo que o terrorismo reverbera no Brasil em forma de ideologia e que o PT conspira de forma cínica contra o estado democrático de direito, o que segundo ele teria ficado evidente durante a obstrução ao projeto de lei contra o terrorismo no Congresso.

“A lógica de atuação petista é padronizada: pretendem ser vítimas e fingem-se motivados pela indignação. Mas a dificuldade em votarmos a lei contra o terrorismo no Congresso comprova o jogo de cena do PT, que fez uma obstrução visivelmente destemperada para tentar sempre excluir os atos mais violentos que pudessem ser praticados pelos ditos movimentos sociais, centrais sindicais e seus penduricalhos ligados ao governo”, escreveu.

O senador acredita que os ataques a Paris não mudaram a ideia do PT contra qualquer penalização dentro das normas antiterror. “As ingerências cometidas contra o Itamaraty, que até então sempre se comportou de forma neutra, estão aí para comprovar. Eles apenas se sentiram obrigados a submergir e, na primeira oportunidade, voltarão a travestir essa ideologia que compactua com crimes em busca do poder e da disseminação de suas ideias incompreensíveis”, disse.

Leia o artigo na íntegra.

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O terrorismo travestido de ideologia

Muitos dos operadores do PT e de alguns que se intitulam “esquerdistas” sofreram disciplinamento ideológico e se tornaram automaticamente alinhados a movimentos que se fantasiam de ações do proletariado contra o “imperialismo norte-americano”, este inimigo externo tão útil à causa dos terroristas. Nesse trajeto, se encontram os apoios do governo brasileiro aos regimes do Irã e Venezuela. É preciso citar ainda a convocação de Lula ao “exército” do MST, as ameaças de pegar em armas do presidente da CUT, Vagner Freitas, dentro do Palácio do Planalto e, para a vergonha do País, o lamentável discurso da presidente Dilma na 69ª Assembleia-Geral da ONU, quando atacou o combate ao Estado Islâmico e defendeu estender as mãos e dialogar com terroristas. Quando ela se viu obrigada a condenar a barbárie ocorrida em Paris, ficou visível o constrangimento dela em criticar práticas às quais ela sempre alimentou simpatia.

O terrorismo que aflige o mundo reverbera no Brasil de forma ameaçadora e causadora de perdas econômicas e sociais. A lógica de atuação petista é padronizada: pretendem ser vítimas e fingem-se motivados pela indignação. Mas a dificuldade em votarmos a lei contra o terrorismo no Congresso comprova o jogo de cena do PT, que fez uma obstrução visivelmente destemperada para tentar sempre excluir os atos mais violentos que pudessem ser praticados pelos ditos movimentos sociais, centrais sindicais e seus penduricalhos ligados ao governo.

Eles não querem saber de qualquer penalização dentro das normas antiterror. Atuam de maneira organizada, incluindo transferências disfarçadas de verbas públicas, por intermédio de ONGs, para organizações como MST, MTST e congêneres, cuja prática é a mesma dos terroristas: invasões de propriedades privadas, destruições de centros de pesquisa, agressões e ataques a quem se colocar no caminho deles. É a manutenção de um permanente estado de ameaça sobre a população brasileira.

A fé petista explica que todo crime pode ser praticado desde que seja com o argumento santo de que tudo seja em defesa do projeto de poder. O PT é uma organização que conspira de forma cínica contra o estado democrático de direito. Fomenta a luta de classes para desviar a atenção dos escândalos protagonizados por seus agentes.

Mas se engana quem acredita que os ataques em Paris mudaram a ideia que essa turma e seus simpatizantes têm. As ingerências cometidas contra o Itamaraty, que até então sempre se comportou de forma neutra, estão aí para comprovar. Eles apenas se sentiram obrigados a submergir e, na primeira oportunidade, voltarão a travestir essa ideologia que compactua com crimes em busca do poder e da disseminação de suas ideias incompreensíveis.

As consequências do terrorismo são angústia, sofrimento e dor das famílias e amigos das vítimas. Esses são os principais prejuízos. Além disso, contabilizam-se pesados custos econômicos associados a gastos em segurança, perda do valor das propriedades, redução de atividade econômica, queda na produtividade, entre outras magnitudes. Por exemplo, estudos mostram que o ataque às torres Gêmeas de Nova Iorque ocasionou um prejuízo de 90 bilhões de dólares. E mais preocupante: quanto maiores os custos, maiores as chances de os terroristas conseguirem, de uma forma ou de outra, as concessões que buscam.

Ainda temos tempo para interromper esse movimento no Brasil. Basta melhor conscientização da população para, dentro das normas constitucionais, apear esse grupo do poder.

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Democratas repudia prisão de López e quer que Dilma convoque OEA

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), criticou a perseguição política na Venezuela que levou o oposicionista Leopoldo López a uma condenação de quase 14 anos de prisão, além da punição a mais três estudantes que participaram de protestos contra o governo.

Em conversa com o presidente do legenda, José Agripino (RN), ficou acordado que o partido vai ingressar com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) para determinar que a presidente Dilma convoque em caráter de urgência o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o caso.

“A presidente Dilma Rousseff e o governo brasileiro se calam mostrando total conivência e aval à prisão política de Leopoldo López. É uma ação violenta aos direitos humanos e torna a presidente da República parceira do ditador Maduro. Enquanto isso, a União Européia dá uma declaração contundente cobrando que a Venezuela reveja essas penas. Já ficou provado que os diplomatas e auditores independentes foram impedidos de acompanhar a fase final do julgamento”, lembrou.

O Democratas quer que nações vizinhas e os organismos internacionais cobrem o cumprimento da cláusula democrática assinada no Protocolo de Ushuaia entre membros do Mercosul. “Vamos trabalhar para excluir a ditadura venezuelana do bloco”, anunciou.

Provocação
Ronaldo Caiado acredita que a sentença proferida às vésperas de eleições legislativas no país é uma ação do ditador Nicolas Maduro para incitar o clima de instabilidade que justificaria um cancelamento do processo eleitoral.

“O fato do governo Maduro determinar ao judiciário a imputação de uma pena de quase 14 anos tem um único objetivo: criar uma clima de revolta da oposição e com isso tentar impedir as eleições do dia 6 de dezembro. Maduro sabe que será derrotado e por isso tenta criar situações de conflito, como vem fazendo com a Colômbia. É tudo jogo de cena para legitimar o seu golpe”, acusou Caiado.

Caiado critica ausência do Itamaraty em negociação de empréstimos do BNDES no exterior

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), aproveitou audiência com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para questionar omissão do Itamaraty em relação às principais ações do governo federal no plano internacional. Em especial, a participação do BNDES em financiamentos externos motivada por critérios políticos. A audiência foi promovida pela Comissão de Relações Exteriores da Casa e aconteceu nesta quinta-feira (28/05).

“Gostaria de saber por que o Ministério de Relações Exteriores não está sendo chamado na hora que o governo decide fazer empréstimos do BNDES a países em que governantes têm alinhamento ideológico com O PT. Hoje um banco público brasileiro tem atendido a uma política bolivariana de desestabilizar eleições ao despejar bilhões em empréstimos financiados com o dinheiro do contribuinte brasileiro”, alertou Caiado.

O democrata sugeriu que o modelo de aparelhamento político que tem sido usado pelo PT nos últimos 12 anos não tem conseguido preencher a instituição, e, por isso, ela tem sido escanteada na formulação de nossa política externa pelo assessor para Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia.

“O que parece é que o PT não conseguiu fazer com que nosso Itamaraty, por se tratar de uma instituição respeitada, que forma através do Instituto Rio Braco a mais prestigiada carreira de Estado do país, atendesse a essa ideologia bolivariana. Hoje o órgão vive com cortes orçamentários causando uma situação cada vez mais debilitada nos consulados e embaixadas”, concluiu.

Haitianos
Em outra indagação feita ao ministro Mauro Vieira, Ronaldo Caiado demonstrou preocupação com a falta de informações do governo brasileiro em relação ao fluxo migratório de haitianos que estão entrando no país como refugiados. Para ele, os imigrantes podem estar sendo cooptados por movimentos e organizações ligadas ao governo.

Caiado vai convidar Mujica a falar no Senado sobre confissão de Lula no Mensalão

17221897120_d7a3c431be_zO líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), vai ingressar com um requerimento de convite ao ex-presidente uruguaio, José Mujica, para colher mais informações sobre a confissão de Lula no seu envolvimento no Mensalão.

O documento que vai ser apresentado à Comissão de Relações Exteriores da Casa cita trecho de um livro-reportagem em que Mujica narra um encontro que teve com Lula em 2010, onde o ex-presidente brasileiro afirmou que esse esquema de corrupção “era a única forma de governar o Brasil”. A revelação do trecho é fruto de uma reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira (08/05)

“A acusação é muito séria, até porque é a própria esquerda brasileira que trata Mujica como uma espécie de mártir e coloca sua índole acima de qualquer suspeita. Se ele diz que o ex-presidente Lula não só confirmou ter conhecimento sobre o Mensalão, como admitiu que era a sua única forma de governar o país, isso coloca em xeque toda a tese que o inocentou do esquema”, defende Caiado.

O convite se estende ao ex-vice presidente do país, Danilo Astori, que, segundo Mujica, estava na sala e também ouviu a confissão do petista. Para o democrata, o elo entre os escândalos do Petrolão e do BNDES com o Mensalão pode estar na figura do ex-presidente que não chegou a ser atingido pelo julgamento no Supremo Tribunal Federal.

“As investigações do Mensalão pararam justamente quando estava a centímetros de chegar em Lula. É preciso acabar com essa barreira imaginária de proteção ao Palácio do Planalto. A Lava Jato não pode cair no mesmo erro de isentar Dilma e Lula”, defendeu

Foro de São Paulo
Ao comentar sobre a intimidade que fez Lula confessar um escândalo de corrupção de proporções inéditas no país com um chefe de Estado de um país vizinho, Ronaldo Caiado também lembrou a aproximação de lideranças de esquerda na América Latina através do Foro de São Paulo.

“Todos esses modelos de desvio de dinheiro público para a perpetuação no poder fazem parte de uma continuidade do mensalão e tem ajudado, não só o PT no Brasil, como outros tiranetes mundo afora. É o modelo adotado pelo Foro de São Paulo, financiado principalmente pelo Estado brasileiro e disseminado entre as lideranças de esquerda da América Latina”, concluiu.

Em audiência, Caiado questiona “casamento íntimo” entre empréstimos do BNDES e campanhas eleitorais

17148167112_0368780642_zO líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), durante audiência em comissão da Casa com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, nesta terça-feira (14/04), trouxe dados que revelam a associação entre as empresas que receberam maior financiamento pelo banco e as doações de campanha para o PT. Conforme também ressaltou o senador, ao eleger determinadas empresas “campeãs” e financiá-las a juros subsidiados, o banco também contribuiu para gerar desequilíbrio e monopólio no mercado nacional. O debate aconteceu na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

“Houve um ‘casamento íntimo’ entre os empréstimos do BNDES e as campanhas eleitorais. Uma dessas empresas, o grupo JBS, fez doações de R$ 368 milhões na última campanha, sendo R$ 144 milhões para o PT. Essa foi a mesma empresa que dizimou os pequenos frigoríficos no meu estado de Goiás e na região Centro-Oeste. Pergunto: o Conselho de Administração do BNDES, que tem 27% das ações do JBS, foi consultado antes de fazer essa doação eleitoral? Por que esse dinheiro não foi passado para os acionistas minoritários em vez de bancar campanhas?”, questionou.

Empréstimos internacionais
Ronaldo Caiado também trouxe dados em relação à mudança de rumo que o BNDES tomou a partir de 2007, quando cinco países passaram a receber 57% dos recursos internacionais. O período coincide com o início da gestão de Luciano Coutinho à frente da instituição.

“De 2007 a 2014, 57% dos financiamentos foram direcionados a Cuba, Angola, Argentina, República Dominicana e Venezuela, justamente quando crescia um movimento de esquerda nessas nações de influência do Brasil. Rezaram na cartilha do Foro de São Paulo e o BNDES passou a ter uma importância ímpar nesse processo de desestabilização de nações na América Latina e na África”, acusou.

O senador ainda apresentou informações sobre dois empréstimos caracterizados como sigilosos e um como ultra-sigiloso feitos para Venezuela, Cuba e Angola.

“Empréstimos sigilosos justamente para os países mais corruptos e mais alinhados a esse esquema montado pelo PT que tem o governo brasileiro como principal financiador. Isso não tem o menor cabimento, ministro”, afirmou.

CPI do BNDES
Ao final, Caiado afirmou que continua lutando para a instalação da CPI do BNDES, mesmo com a operação do governo que retirou seis assinaturas no momento em que o documento foi protocolado no Senado.

“Tenho que reconhecer o ‘prestígio’ do presidente do BNDES. Em 10 minutos conseguiu tirar seis assinaturas da CPI que juntei meses para coletar. Mas continuo em busca de mais senadores para abrimos esses empréstimos secretos e ultrassecretos de um banco que deveria se preocupar em financiar as pequenas empresas em vez de fomentar financiadores de campanhas eleitorais”, concluiu.

Fórum da Liberdade: Caiado diz que governo do PT financia aliados na América Latina

Av5wz5I26alVQcXUHELSgdKP8EXGm7I-5SijMgiW5C3GO líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), acusou o PT de usar o Estado brasileiro para financiar campanhas de aliados ideológicos no continente americano

Durante seu discurso no painel de abertura do 28º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, na noite de segunda-feira (13/04), Caiado citou o Foro de São Paulo como organização que tem orientado práticas que vão de encontro ao interesse nacional.

“Esse movimento de partidos de esquerda da América Latina já fez 15 presidentes na região entre a ‘companheirada’. Como? O principal patrocinador dessa organização é o Estado brasileiro, usado através do BNDES, do Banco do Brasil, da Petrobras e de toda a estrutura de governo para desestabilizar nações e colocar ali o ‘companheiro’ da vez”, denunciou o senador.

Caiado também lembrou que muitos dos recursos repassados de bancos estatais ou através de empresas ligadas ao governo têm indícios de encobrir desvios que retornam ao país na forma de Caixa 2, como já está claro no escândalo do Petrolão e com cada vez mais indícios no programa Mais Médicos.

“Eles têm como fim a simples perpetuação no poder dos partidos sócios de Lula e de Fidel. Agora é o momento em que precisamos entender em que jogo e em que regras estamos jogando. A intenção deles é continuar dilapidando a estrutura de governo, solapando os alicerces dos países e institucionalizando a corrupção”, acusou.

Renúncia
Durante pouco mais de 20 minutos, o democrata traçou um cenário da crise institucional em que vivemos, sendo interrompido por aplausos da plateia que chegou a gritar pelo impeachment da presidente.

“Se ela tivesse qualquer formação republicana, Dilma já teria renunciado. Ela já teria entendido que com 13% de aprovação da população não existe como governar em um regime presidencialista. Perdeu-se a credibilidade e esse é um caminho sem volta”, defendeu.