“O produtor rural deveria ser enaltecido na tarde de hoje, mas é submetido a essa situação de pressão”. Com essas palavras, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) subiu à tribuna da Câmara para defender um texto do Código Florestal que faça justiça ao produtor rural.
Caiado rebateu os argumentos do deputado Sarney Filho (PV-MA) de que a Casa queria anistiar o produtor rural. “As regras do Código Florestal nunca foram debatidas pela Casa que as recebeu goela abaixo. O que fazemos hoje é esclarecer pontos que não procedem”.
O goiano argumenta que não existe anistia para alguém que, quando fez sua ocupação, tinha o respaldo do governo e a lei que o protegia. “Haviam regras para dizer que se não ocupasse 80% da propriedade, não seria reconhecido como propriedade. Haviam regras para dizer que se não desmatasse a área na beira do rio, o produtor morreria por malária”, argumentou.
Caiado lembrou também que há 20 anos o cidadão brasileiro gastava 50% da renda para adquirir a cesta básica. "Hoje gasta apenas 18%. O Brasil disputa com o protecionismo internacional uma agricultura de ponta. Agricultura que preserva meio ambiente e que, de 851 milhões de hectares só ocupa 236 milhões de hectares. Exatamente um quarto do território. O restante é de floresta nativa”, explicou.
O parlamentar lembrou que não há ninguém anistiando quem quer que seja ou revogando legislação anterior. “O que há, são apenas normas que nunca foram apreciadas e que hoje criminalizam 100% dos agricultores. Ninguém mais suporta as vistorias com as regra do Conama”. E, questiona: “Qual a razoabilidade em transformar o setor mais competitivo do país na ilegalidade? O agricultor brasileiro é o único no mundo em que 20% do seu patrimônio é negligenciado.”














