Reconduzido por unanimidade no comando do DEM goiano, o deputado federal Ronaldo Caiado bateu um papo com o Diário da Manhã. Empolgado com o sucesso do partido em Goiás, disse que o senador Demóstenes Torres tem até junho de 2012 para definir se disputa a Prefeitura de Goiânia ou a Presidência da República. Confira.
Diário da Manhã - Como o senhor vê o futuro do DEM?
Ronaldo Caiado - Importante uma retrospectiva. Há 3 meses diziam que o DEM não sobreviveria, que desapareceria da vida política nacional. Mas depois que alguns saíram do partido, ocorreu a lipoaspiração, retiramos a gordura. Conseguimos manter a coerência e deixamos para trás aqueles com sede de poder. A população nos escalou na oposição e hoje estamos fortalecidos com quadros capaz de disputar governos. Inclusive com capacidade para disputar a presidência da República. O senador Demóstenes Torres tem capacidade para isso.
DM - E a Prefeitura?
Caiado - Demóstenes tem capacidade e a população goianiense deu mostras que gostaria de ver o senador na disputa em 2012. Ainda temos muito tempo até junho de 2012, não temos pressa. Eu sei que vamos entrar forte na disputa das duas próximas eleições.
DM - Disputa uma chapa majoritária?
Caiado - Estou no meu 5º mandato como deputado federal, com uma extensa lista de serviços prestados. Se os goianos e o meu partido acharem que é a hora, aceitarei o desafio. É o momento de disputar uma majoritária.
DM - Demóstenes disse que a missão dele é te ajudar a conquistar uma vaga no Senado.
Caiado - Demóstenes é meu irmão. Se a vontade dele, do partido e dos goianos for essa, aceito.
DM - Demóstenes é a única opção do DEM?
Caiado - Além de Demóstenes, temos outros nomes. Demóstenes é um grande nome e depende dele. Por enquanto, estamos mais focados nos escândalos que acontecem no Palácio do Planalto, afinal a população nos elegeu para isso e o momento não é de eleição.
O senhor acha que a queda de quatro ministros começa uma crise?
Já e uma crise. Isso mostra a fragilidade do governo. Esse governo está se desintegrando. A todo momento a presidente Dilma Rousseff tem que dar explicações. Pior foi que ela coordenou esses ministros quando foi chefe da Casa Civil. Ela conhecia e trabalhou junto deles e reconduziu as pastas. Não pode alegar que tinha desconhecimento da maneira de agir desses ministros. O tratamento para isso é a CPMI da Corrupção, para aí sim, termos ferramentas para irmos a fundo. A CPMI possibilita quebra de sigilos e o depoimento sob juramento.
FONTE: DM














