O temor de que o nascituro PSD fracasse na obtenção de registro judicial até setembro colocou um freio na desfiliação do DEM de prefeitos e deputados que serão candidatos em 2012. Mesmo os que já assumiram compromisso público de migrar para o partido de Gilberto Kassab desconfiam de seu cronograma de formalização.
O pleito do PTB sobre a "patente" da sigla também contribui para o clima de incerteza. Diante da perspectiva de perder musculatura em sua empreitada, o prefeito paulistano tem orientado seus seguidores na mudança partidária a protelar ao máximo a desfiliação. Isso preocupa a cúpula nacional do DEM, ainda receosa de que Kassab consiga manter nichos de influência na legenda.
Tudo a seu tempo Advogados contratados para viabilizar o PSD alegam que o momento é de "construção política" da legenda e que a coleta das quase 500 mil assinaturas em nove Estados, exigida por lei, ocorrerá num segundo estágio. Agripino Maia, presidente nacional do DEM, afirma que o partido não recebeu nenhum pedido oficial de desligamento. "O próprio Kassab só renunciou à Executiva. O Indio [da Costa] também. É muita falação e nada concreto".
Um dos casos simbólicos é o da prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera. Antes inclinada a ficar no DEM, ela tem expressado a aliados o desejo de acompanhar Kassab no PSD, mas deve adiar a decisão até o limite, dada a insegurança jurídica da transição.
Painel / Folha de SP














