O deputado Ronaldo Caiado (DEM) criticou a política agrária do governo durante audiência pública que debateu a denúncia de comercialização de lotes que deveriam ser usados na reforma agrária. O democrata afirmou que não é prioridade do governo resgatar a dignidade e a cidadania das pessoas do campo. “O que o governo faz é proliferar os bolsões de pobreza e miséria nos assentamentos. O objetivo principal é atender os correligionários do PT, independente de ter ou não condições de desenvolver as atividades no campo”, disse.
Caiado afirmou que os assentamentos viraram um grande balcão de negócios. De acordo com pesquisas, 46% das glebas da reforma agrária foram comercializadas. O democrata também reclamou do fato do Incra não possuir sequer um cadastro digital e não saber dizer quantas pessoas foram assentadas e onde estão.
“Dos assentados, 83% não tiveram curso preparatório para comercializar, gerenciar o custeio agrícola ou a linha de crédito que lhe é repassada. CONAB e CONAF só servem aos grandes armazenadores. Os produtores, se os enfrentarem, ganham multas estratosféricas, muitas vezes, o dobro do valor de sua propriedade”, completou. “É um quadro grave, endêmico. A reforma agrária precisa de eficiência e quadros técnicos qualificados para a comercialização de produtos, e não comercialização de terras, como vemos hoje”, concluiu.
Retrato do Brasil Assentado
27% dos assentados produzem para família com alguma sobra. 24% só para alimentação.
47% não produz nem o suficiente para alimentação.
37% não produz nada.
Fonte: CNA
“Governo federal transformou os assentamentos num grande balcão de negócios”. (Ronaldo Caiado)














