Em meio à tentativa de frear uma debandada, o oposicionista Democratas decidiu nesta terça-feira (15) fechar questão em torno de um salário mínimo de R$ 560. A informação foi divulgada no microblog Twitter pelo ex-líder do partido na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), na véspera da votação.
O governo da presidente Dilma Rousseff quer o salário mínimo em R$ 545 neste ano, mas está sofrendo pressões de membros da própria base aliada para elevar o valor ou ao menos antecipar parte do reajuste previsto para 2012.
"Apoiaremos salário mínimo de R$ 560. Impacto na finanças públicas será de pouco mais de R$ 3 bi. Se fosse R$ 600, R$ 16 bi", disse o deputado, referindo-se à proposta ainda maior feita por vários oposicionistas, como o candidato derrotado à Presidência José Serra (PSDB).
Caiado disse ainda que a proposta de R$ 545 "é desrespeito ao trabalhador". "R$ 560 de salário mínimo tem um ganho real, é possível. Oposição tem que atuar pela população", escreveu. "Aprovado um valor real do salário mínimo acima do pífio reajuste que o governo propôs, será uma grande vitória."
Além do salário mínimo, a reunião do DEM tenta impedir a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que pode fundar um novo partido junto de aliados seus ou ainda migrar para o PMDB ou o PSB.














