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Governo de Goiás abandonou saúde do estado causando fila de 55 mil pessoas para realização de cirurgias eletivas, diz Caiado

Senador comentou pesquisa que apontou: 53,1% dos goianos colocam a saúde como principal problema a ser atacado pelo estado
Ronaldo Caiado propõe hospitais de campanha para sanar déficit de cirurgias eletivas e auditorias nas OS´s para garantir aplicação correta do dinheiro público
O senador Ronaldo Caiado (Democratas) disse nesta quinta-feira (12/4) que o governo Marconi Perillo abandonou a saúde do estado causando uma fila de 55 mil pessoas para realização de cirurgias eletivas. Para o líder do partido no Senado, o ex-governador vendeu a ilusão ao goiano de que iria melhorar a infraestrutura de hospitais do estado, mas deixou Goiás entre os piores do país no atendimento à saúde. Caiado comentou a pesquisa Serpes/O Popular que apontou que 53,1% dos goianos colocam a saúde como principal problema a ser atacado pelo estado. Conforme o parlamentar, o colapso do setor ocorreu pelo descaso do governo que destinou muita verba para propaganda de hospitais que nunca saíram do papel ou que estão sem condições de atendimento.
Ele lembrou o recente levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), que coloca o estado como o terceiro com maior déficit de cirurgias eletivas no Brasil – 55.195, pessoas que aguardam para serem operadas de catarata, varizes ou vesícula. Médico e profundo estudioso da área, Caiado propõe o levantamento emergencial de hospitais de campanha para zerar esse déficit e um entendimento com a rede privada que atende o SUS para complementar a assistência e garantir maior qualidade e eficiência no atendimento da população.
“Vejam vocês a radiografia da saúde no nosso estado de Goiás. O Conselho Federal de Medicina em seu último levantamento mostra que o estado de Goiás tem uma fila de 55 mil goianos esperando cirurgias eletivas. Esse quadro é caótico. Nós estamos entre os três piores estados no que diz respeito à atendimento na área da saúde. Esse colapso se deu exatamente porque o governo nunca se ocupou nesses últimos 20 anos do setor. Não é ficar apenas ficar dizendo que vai construir hospitais, é para colocá-los para funcionar. Existe sempre àquela ilusão de uma parede que é levantada, um hospital que é prometido, mas a parede em si não opera paciente, não atende às pessoas”, atestou Caiado.
”O que nós queremos, mais do que nunca, diante desse desafio, é, se pudermos chegar amanhã ao governo do estado, implantar, em caso emergencial, hospitais de campanha, hospitais pré-moldados para que rapidamente possamos atender milhares e milhares de goianos que estão ansiosos e desesperados para serem atendidos”, acrescentou.
Organizações Sociais 
 
O senador também defende uma auditoria nas organizações sociais que administram unidades de saúde do estado, já que existem uma série de denúncias de desvio de recursos para caixa dois de campanha eleitoral e enriquecimento ilícito.
“Não podemos admitir mais a situação das OSs (Organizações Sociais) sem que seja feita uma auditoria profunda para que a gente possa ter a certeza que o dinheiro está sendo usado corretamente para atender os goianos e não para promover o enriquecimento ilícito de tantas pessoas. O que nós precisamos é de fazer com o que o cidadão goiano tenha condições de ter assistência médica.  Além do mais, quero dizer que tenho a coragem de enfrentar esse debate e promover um grande entendimento com a rede privada que atende pelo SUS e ter um complemento para desafogar essa fila que tanto tem judiado e matado nosso povo nesses últimos 20 anos”, afirmou.
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Juiz dá liminar a Caiado e suspende Farra das Diárias de Marconi

A 2ª Vara da Fazenda Pública de Goiás acatou pedido de liminar em ação pública do senador Ronaldo Caiado (Democratas-GO) e sustou, nesta quinta-feira (09/11), o decreto do governador Marconi Perillo que ficou conhecido como “Farra das Diárias”.

O Decreto 9.026/17 aumentava em 25% das diárias do próprio governador e de seu staff. Editada no dia 18 de agosto e retroagindo até o dia 1º de Junho, o aumento coincidiu com o início de uma série de viagens que Marconi tem feito com seu vice-governador José Eliton – também beneficiado pelo decreto – na divulgação de um programa estadual.

“Ficou claro o uso indevido e irresponsável do dinheiro público do estado para questões eleitoreiras. Era uma farra de diárias com o dinheiro dos goiano. Isso tudo ficou evidente na ação que movemos como deixou clara a decisão da 2ª Vara”, comemorou Caiado.

A liminar foi assinada pelo juiz Ricardo Prata, que usou como argumento principal a irresponsabilidade do governador em ultrapassar o limite prudencial de gastos, que corresponde a 95% da previsão orçamentária. “Assim sendo, é possível se afirmar que, em tese, houve, sim, gasto com pessoal acima do limite prudencial, o que faria perfeitamente aplicável a norma do parágrafo único, do artigo 22, da Lei de Responsabilidade Fiscal. Cabível, portanto, a concessão da tutela quanto ao pedido de suspensão do Decreto nº 9.026, de 18/02/2017, e da majoração de vantagens que dele decorreu”, afirmou em sua decisão.

A liminar já passa a valer com sua publicação, tendo o governador Marconi até 20 dias para recorrer e justificar o motivo de ter ultrapassado o limite prudencial dos gastos do estado em benefício próprio e de seu secretariado.

“A decisão mostra o uso arbitrário de uma portaria em benefício próprio, mesmo colocando a saúde fiscal de todo o estado em risco”, disse Caiado.

CONTAS DO ESTADO
Ronaldo Caiado também aproveitou para comentar a atual situação financeira das contas públicas de Goiás, tido como um dos estados mais endividados pelo Tesouro Nacional, fato este que não vem sido combatido nem sequer comentado pelo atual governo.

“O Tesouro Nacional classifica o estado de Goiás nas mesmas condições do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Alagoas e Minas Gerais, o que demonstra a situação caótica no item ‘saúde de contas públicas’. Contamos com um déficit em conta corrente de R$ 1,5 bilhão e o governador ainda está pedindo mais empréstimos para continuar essa irresponsabilidade”, criticou.

Confira aqui a decisão liminar

Cada um no seu quadrado, diz Caiado sobre 1º escalão

Carlos Eduardo Reche

Presidente do DEM estadual, o deputado federal Ronaldo Caiado afirma que não fará nenhum tipo de gestão para que seu partido garanta espaços no primeiro escalão do terceiro governo de Marconi Perillo (PSDB). O deputado diz que aguardará eventual convite do governador eleito para discutir a questão. “O partido não vai se pronunciar a respeito, vamos aguardar. Essa é uma prerrogativa do governador, é uma decisão dele, não tem como o partido insinuar o que quer que seja. Cada um no seu quadrado”, diz Caiado. “Quem tem de mexer a primeira pedra do tabuleiro nesse sentido não somos nós, é o governador”, afirma. Perguntado se o fato de o vice-governador, José Eliton, ser do DEM não dá ao partido maior liberdade para discutir espaços, Caiado disse: “Isso depende do estilo e da visão do governador. Tem vices que não decidem nada. Tem vices que governam em conjunto”, afirmou, dizendo que Eliton – que ele chama de “Eltinho” – “merece o espaço que conquistou” porque é “preparado, elegante, bem formado, e ético”.

Sem fusão

Ronaldo Caiado afirma que será defensor intransigente da não-fusão entre DEM e PSDB. “Ela quebra a regra da fidelidade e a oposição pode ficar ainda menor”, diz.

Fonte: Coluna Giro