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Oligarquia de Carrapatos

O cidadão sente na pele os danos causados por um governo que suga o bolso dos contribuintes e não oferece em troca serviços de qualidade. É na fila dos hospitais, nas rodovias esburacadas, na falta d´água e nas escolas não construídas que fica nítido o contraste entre a propaganda e a vida real. Em Goiás, o grupo que está no poder há 20 anos já merece uma nova denominação: Oligarquia de Carrapatos.

Os Carrapatos invadiram todas as estruturas do Estado e foram até a sua base com um único objetivo: sugar a máquina estatal, levando a um quadro de anemia completo. E se não bastasse isso, assistimos aos escândalos que se acumulam. Seja na Farra das Diárias de Marconi. seja asfaltando a fazenda de vice-governador, os exemplos são muitos. Hoje podemos comparar Goiás a uma vaca leiteira campeã em produtividade que, nos últimos anos, se viu esquálida, cadavérica, com anemia profunda.

Os números não deixam mentir: Goiás perdeu capacidade de investimento e caiu no ranking nacional da competitividade. Desde 2015 até agora, Goiás caiu três posições e ocupa agora o 13º lugar, aparecendo abaixo da média nacional segundo o Centro de Liderança Pública (CLP).

Os números às vezes podem parecer frios ou distantes para a população. Mas não se engane: ela está atenta. Me deparo sempre que percorro as cidades goianas com pessoas que questionam onde foi parar o dinheiro do Estado. Uma coisa é certa: não estão nas obras públicas. Levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) disponível no site https://geoobras.tce.go.gov.br/ mostra um quadro assustador. De 830 obras (entre hospitais, rodovias, escolas) que o governo iniciou em 2004, apenas 317 foram concluídas – pouco mais de um quarto do total.

O enredo todo mundo conhece: o governo anuncia as obras, faz toda a propaganda, para abandonar tudo depois. Quando se aproximam novas eleições, a Oligarquia de Carrapatos volta refazendo as mesmas promessas. Das 342 obras em andamento atualmente, 255 estão com prazos vencidos e sem conclusão. Existem obras que datam de 2004 e continuam esperando a boa vontade do governo. Até quando?

Em contrapartida, a Oligarquia de Carrapatos continua espoliando as estatais. O goiano assistiu assustado o maior patrimônio de Goiás, a Celg, ser entregue a preço de banana. Vale relembrar essa triste passagem da história do nosso Estado: o governo estadual ficou com R$1,1 bilhão da venda, mas assumiu dívidas de R$ 2,4 bilhões com a Caixa Econômica, R$ 3,7 bilhões com o BNDES, além de renunciar a parte do ICMS por 28 anos. No entanto, para ganhar a qualquer custo em 2014 e atender ao seu projeto de poder, a Oligarquia de Carrapatos anistiou a JBS em quase R$ 1 bilhão, atendida por uma lei que teve a eternidade da maçã: sete dias.

O mesmo caminho segue a Saneago, que este ano viu o feitiço de sua propaganda se virar contra o feiticeiro: embora anunciasse em 2014 nos programas eleitorais comandados por Nerso da Capitinga que, com ou sem chuva, não faltaria água até 2025, os goianos estão vivendo a maior crise hídrica dos últimos anos. Em um ato de desespero, moradores chegaram a invadir um centro de captação de água para encher os seus baldes.

Mas enquanto a população está à míngua e o Estado sucateado, os Carrapatos estão bem nutridos e crescendo patrimonialmente.

O quadro é tão grave que precisa de uma atenção maior quando nos defrontamos com um Estado que sempre foi referência de produção, de trabalho, produtividade e eficiência, mas hoje não consegue manter as condições mínimas de vida dos cidadãos. A insegurança pública, o abandono da saúde e o descaminho da educação completam o quadro de indignação e revolta dos goianos.

E é por isso que o tempo da Oligarquia de Carrapatos precisa mais do que nunca ser combatido com inteligência e determinação da população. Este é hoje o único caminho para que Goiás volte a ter perspectiva de crescimento e de atender as demandas da sociedade em suas necessidades e direitos mais elementares.

Diferente do que pode pensar o governador Marconi Perillo e seus seguidores, cargo Público não é algo para auferir benefícios a quem o ocupa, mas sim atender a sociedade como um todo. Ao se defrontarem com o Estado na situação em que vive – endividamento, corrupção, entrega das estatais, criminalidade disseminada, facções comandando -, os goianos esperavam que o governador Marconi assumisse o enfrentamento da crise que é consequência da sucessão de seus mandatos.

Em vez disso, o governador bate em retirada e manobra por meio da marquetagem para colocar o seu nome como o grande salvador do PSDB nacional, renunciando ao seu mandato e virando as costas para o sofrimento do povo goiano. Tudo para desviar a atenção para um assunto que nada tem a ver com o cargo pelo qual responde.

É importante a sociedade se conscientizar cada vez mais e ter uma maior iniciativa para que no primeiro dia de 2019 possamos iniciar um processo de transfusão de energia, com coragem e trabalho de todos nós goianos. Acreditem: é possível reerguer Goiás e fazer dele novamente um Estado que seja referência de ética, dignidade e respeito aos goianos. Para isso, basta trabalhar em defesa dos cidadãos e oferecer um Estado que funcione, livre dessa Oligarquia de Carrapatos.

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Caiado: Votar repatriação agora não é condizente com momento do Congresso

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), criticou a ordem do dia apresentada pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que incluiu a regulação tributária do ICMS e o projeto de repatriação de recursos ilícitos pelo governo federal na pauta do plenário desta terça-feira (15/12).

De acordo com o senador, o atual cenário de crise política, com seguidos escândalos e o total descrédito do Congresso junto à população, não legitimam a criação de uma lei que anistia crimes de evasão fiscal, lavagem de dinheiro, entre outros.

“Num momento como hoje, com tantos escândalos, já imaginou a população recebendo a informação de que a pauta principal do governo é trazer dinheiro sujo? Vamos entrar em obstrução, porque isto não é uma pauta condizente com o momento que estamos vivendo. Nossa preocupação deveria ser muito mais com o resgate da credibilidade das instituições do Congresso Nacional e do Executivo”, argumentou.

Credibilidade
Ronaldo Caiado insistiu que o principal objetivo do Congresso nesse momento deveria ser o resgate da credibilidade após todos os acontecimentos que mancharam o parlamento nos últimos meses. Ele voltou a apresentar a sugestão de uma renúncia geral como possibilidade.

“A pauta número um deve ser como restituir ao Congresso Nacional um poder de independência. É preocupante essa falta de credibilidade. A prerrogativa do Congresso foi usurpada, a todo o momento a pauta é interrompida por processos de escândalos que comprometem deputados e senadores. Não adianta fulanizar, nominar a crise. A crise atingiu a presidente da República e o Congresso e, por isso, não vejo outra alternativa que não seja a antecipação das eleições”, defendeu.

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Caiado defende incentivos fiscais com base no IDH e PIB

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO) fez duras críticas à articulação no ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para que seja votado um pacote de medidas que equaliza o ICMS de todos os estados. Ele defende uma nova fórmula de controle sobre as medidas que se baseie em índices sociais e econômicos dos estados.

A posição foi defendida durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR), na manhã desta quarta-feira (21/10), que contou com a presença de secretários estaduais de Fazenda e associações ligadas ao desenvolvimento de estados emergentes.

“O que move o ministro da Fazenda a, diante de uma crise como essa, com o desemprego batendo a porta dos estados, priorizar um discurso contra os incentivos fiscais? Por que não fazermos um programa de incentivos com base no IDH ou no PIB per capita para estados em desenvolvimento, caso de Goiás, como fizeram vários países?”, questionou Caiado.

O democrata também lamentou a campanha feita por alguns setores e pelo governo federal que tratam as medidas adotadas por alguns estados como “guerra fiscal”. Ele comparou a benefícios históricos e atuais que privilegiam a malha industrial dos estados desenvolvidos que sempre saem na frente na captação de investimentos

“Chamam de ‘guerra fiscal’ a única forma como Goiás e outros estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste têm para competir com Sul e Sudeste na atração de indústrias. Mas quando o volume do BNDES repassado a empresas de Sul/Sudeste é 82% dos R$ 400 bilhões emprestados a taxas subsidiadas, é guerra fiscal ou política de incentivo? Quando o governo federal estabelece isenção do IPI sobre linha branca e montadoras com subsídio de 50% na taxa de juros, é guerra fiscal ou política de incentivo?”, provocou.

Para Caiado a melhor saída não pode ser a fórmula que o governo federal tenta empurrar no Senado Federal. “Precisamos construir uma saída para essa disputa sem cair na velha armadilha do PT de jogar uns contra os outros. Durante 12 anos eles fizeram isso e de repente estão fazendo com o ICMS ao criar uma cizânia entre um Brasil A e Brasil B”, disse.

Descentralização
Em seu argumento, o senador citou o estado de Santa Catarina como exemplo de região onde a captação de indústrias possibilitou uma descentralização do desenvolvimento econômico. “Admiro Santa Catarina pela conquista que foi a descentralização da economia local. A distribuição da saúde, por exemplo, é algo inédito no país. Tenho o desejo de dar a Goiás a mesma condição e levar o desenvolvimento para o norte do estado, para a região do Araguaia, para o Entorno… É para isso que serve a captação de investimentos com incentivos”, defendeu.

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Governo insiste na equalização do ICMS para transferir crise nacional para os estados, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), declarou nesta quarta-feira (7/10) que o governo do PT quer transferir a crise nacional para os estados ao pressionar o Senado pela unificação do ICMS ainda em 2015. Em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional, sobre o projeto de resolução que equaliza o imposto estadual, o parlamentar questionou o representante do Ministério da Fazenda sobre a insistência na aprovação da matéria em meio ao caos político-econômico vivido no Brasil este ano. E lembrou que apenas em Goiás a medida ameaça 400 mil empregos.

“Por que fazer a unificação do ICMS no pior momento da economia brasileira? Por que não fazer quando a economia estava em céu de brigadeiro? Agora, o ministro Joaquim Levy está obcecado pela equalização, medida que vai causar um clima de insegurança nos estados. Só no meu estado de Goiás a medida compromete 400 mil empregos. O governo quer é transferir a crise nacional para os estados. Se essa postura for mantida, vamos fazer forte obstrução aqui no Senado”, argumentou Caiado.

O senador criticou a postura do governo de tentar equalizar o imposto antes de garantir os fundos compensatórios para estados que sofrerão perdas a exemplo dos localizados no Centro-Oeste e Nordeste. “Estamos no caminho inverso. Levy veio aqui ontem e disse que a aprovação da unificação seria uma forma de pressionar a Câmara a aprovar os fundos compensatórios. O empresário não vai esperar o governo, nem a possibilidade de compensação, ele vai buscar alternativas mais rápidas. Nem o acordo feito pelo governo de apresentar uma PEC com os fundos foi cumprido. Acabou enviando uma Medida Provisória. Como vamos confiar em um governo que não cumpre acordo?”, avaliou o líder.

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Caiado aprova convites para audiências sobre fim dos benefícios fiscais no País

O líder do Democratas no Senado Federal conseguiu aprovar convites, nesta quarta-feira (30/09), a representantes da Associação Nacional Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial Brasil) para audiências que discutem o projeto (PRS 01/13) de equalização do ICMS em todo o Brasil. Os encontros serão nos dias 7 e 21 de outubro na Comissão de Desenvolvimento Regional da Casa.

José Alves Filho e Herculando Anghinetti, representantes da Adial, devem ressaltar a importância da utilização de benefícios fiscais para que estados em desenvolvimentos consigam atrair indústrias e competir com as regiões Sul e Sudeste. “Este Senado não pode olhar para os projetos somente com os olhos do Sul e do Sudeste. É importante atentar para essa ferramenta usada pelos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para atrair investimentos. Igualar IMCS pode resultar, somente em Goiás, por exemplo, em cerca de 400 mil empregos cortados”, explicou Caiado.

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Caiado diz que vai recorrer ao STF contra MP da repatriação

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), anunciou em plenário nesta terça-feira (08/09) que pretende recorrer ao STF caso o governo insista em criar via Medida Provisória (MP) o projeto de repatriação de dinheiro sujo que, entre outras irregularidades, descriminaliza a evasão de divisas do infrator.

Um projeto que versa sobre o tema já tramita no Senado Federal e vem encontrando bastante resistência, principalmente da oposição. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou a nova intenção do governo em editar uma MP, o que foi considerado como manobra contra o legislativo.

“Incompetência em articular sua base não configura como ‘urgência’ para editarem uma MP. O governo quer recuperar os ‘Baruscos’ perdidos lá fora de qualquer forma e para isso tenta manobrar. A Constituição impede tratamento de matéria penal via MP e, caso insistam nessa estratégia, vamos recorrer em todas as instâncias, até no STF”, afirmou Caiado”, afirmou Caiado.

O democrata lembra que o texto é parte da intenção do governo federal que quer usar os recursos repatriados como moeda de troca para estados penalizados pela unificação da alíquota do ICMS, pauta prioritária do Ministério da Fazenda.

“O projeto é inaceitável e está sendo embalado para empurrar a toque de caixa a equalização do ICMS que ameaça milhares de empregos em vários estados do País. Em Goiás, por exemplo, colocaria em xeque 400 mil empregos. Estão difundindo intranquilidade e incerteza para estados”

Pressão
O senador Ronaldo Caiado também denunciou o método pouco republicano que o Palácio do Planalto encontrou para comprar o silêncio de governadores de estados que serão penalizados. A renegociação de empréstimos é hoje atribuição exclusiva do ministro Joaquim Levy e tem sido condicionada ao apoio à unificação do imposto.

“Os governadores permanecem em silêncio sobre unificação do ICMS porque Levy tomou pra si toda autorização de renegociação de empréstimos . Estão impedidos de renegociar porque ministro está exigindo condicionante da unificação do ICMS”, denunciou.

Caiado diz a Levy que unificação do ICMS coloca empregos goianos sob risco

11249308_882620981794547_5438728520463382836_nO líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), se colocou contra a intenção do governo federal em avançar na unificação das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os estados.

Em um café da manhã nesta quarta-feira (20/05) promovido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com diversos senadores, Caiado questionou os danos que podem ser causados às indústrias de Goiás e de outros estados em desenvolvimento.

“O governo federal vem aqui falar que precisa acabar com a ‘guerra fiscal’ entre os estados, mas quando ele isenta o IPI da indústria de linha branca de São Paulo isso não é guerra fiscal? Quando 82% dos empréstimos do BNDES vão para o Sudeste isso também não é guerra fiscal?”, questionou.

Para o democrata, essa medida concentraria ainda mais o poder orçamentário na mão do governo federal, o que prejudica estados periféricos da União que não têm capacidade de disputar de igual para igual com unidades do Sudeste.

“Não se pode tirar ainda mais autonomia dos estados para que busquem investimentos. Se acabarmos com os incentivos no meu estado de Goiás, por exemplo, estaremos colocando 2 milhões de postos de trabalho em risco. É preciso cuidado porque na técnica você pode até desenhar uma cirurgia, mas na prática ela pode levar o paciente a óbito”, ressaltou.

Rejeição
Ronaldo Caiado lembrou que o atual momento da opinião pública é de protestos contra os reajustes fiscais que o governo federal tem feito sem que sejam realizados cortes significativos na máquina pública. Ele alerta que a estratégia ao colocar em pauta a unificação do ICMS é tirar o foco da questão central.

“É importante lembrar que o peso das ruas é muito importante nesse momento e a população quer que o governo federal apresente de forma clara um plano de redução da máquina pública. O resto é tergiversação do Palácio do Planalto na tentativa de colocar a conta pelo descalabro econômico nos estados, assim como já tem colocado na população. Sou totalmente contra essa intenção”, concluiu.

Proposta de Caiado garante aprovação rápida de incentivos fiscais na Câmara e Senado

 

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O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), defendeu hoje (7/4) duas condições para garantir aprovação do Projeto de Lei Complementar 130/2014, que convalida os incentivos fiscais do ICMS. Caiado propôs vincular a aprovação do projeto na Câmara à votação da proposta de renegociação das dívidas nos estados e da Resolução que reforma o ICMS no Senado. O PLS 130 foi aprovado nesta noite por 63 votos favoráveis, 7 contrários e uma abstenção no Senado Federal e agora segue para apreciação na Câmara.

“Sabemos que a convalidação é questão de sobrevivência para os estados e como projeto de lei complementar precisa de maioria absoluta dos votos. Por isso, a tramitação na Câmara pode demorar e até ser engavetado. Os estados não podem depender disso. Minha proposta é vincularmos a votação desse projeto na Câmara à votação da renegociação das dívidas dos estados e a resolução do ICMS aqui no Senado”, explicou.

Incentivos fiscais

O PLS 130/2014 convalida os atos normativos que concedem incentivos fiscais relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. Hoje, esses benefícios somente são válidos a partir de decisão unânime do Confaz (Comitê de Política Fazendária).
Com situações diversas de desrespeito a essa regra, o Supremo Tribunal Federal tem determinado inconstitucionais os incentivos concedidos pelos estados causando grande insegurança jurídica. Esses benefícios são essenciais principalmente para estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Resolução
A Resolução 1 do Senado Federal a que o senador Caiado de refere estabelece novas alíquotas para o ICMS, conforme a região do País e determinadas atividades produtivas, como agropecuária, e produção de gás natural.

Congresso Nacional enterra MP do ICMS

Ronaldo Caiado teve atuação decisiva para evitar aprovação da medida que causaria desemprego e expulsão de indústrias em Goiás. Hoje, relator da MP anunciou impossibilidade de votar a matéria

A sobrevivência de Goiás e demais estados em desenvolvimento. Assim definiu hoje (22) o líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado, o enterro da Medida Provisória 599 que estabelecia a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Caiado atuou de forma decisiva na tramitação da MP para que a proposição não prosperasse no Congresso Nacional. Nesta quarta-feira, o relator da matéria, senador Walter Pinheiro (PT-BA) anunciou oficialmente a impossibilidade de discutir e aprovar a medida até 3 de junho, data em que perde a eficácia. A proposta não chegou a ser apreciada nem na comissão especial constituída para analisar o tema.

“Hoje, sem dúvida alguma, Goiás renasceu e acredito que tantos outros estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste que tem o ICMS como possibilidade para industrializar o estado e gerar empregos. Essa vitória hoje é significativa”, assegurou o deputado. “Ao enterrarmos essa MP 599 que tanto mal ia produzir ao meu estado de Goiás provocando quase 400 mil desempregos e expulsando dezenas de empresas no estado de Goiás, foi um alívio para a população goiana. Graças a Deus conseguimos enterrar essa MP 599 na Sibéria e de bruços”, acrescentou.

Caiado, desde o primeiro dia da tramitação da MP na comissão especial, atuou para evitar os efeitos danosos que a proposição causaria a Goiás. O parlamentar conseguiu derrubar três sessões em que o governo pretendia apreciar o relatório da MP para enviá-lo a votação nos plenários da Câmara e Senado Federal. A MP juntamente com a Resolução 1/2013 promoviam a reforma do ICMS com unificação das alíquotas e a definição de supostas compensações aos estados em desenvolvimento que teriam grandes perdas. O deputado goiano sempre alertou para os impactos sociais, com a perda de milhares de empregos e econômicos com a extinção de empresas e falta de incentivo para a instalação de novas fábricas. Em Goiás, há importantes polos industriais, como os de Anápolis, Rio Verde, Poramgatu, Itumbiara e Catalão, com empresas nos ramos farmacêutico, agroindustrial, automobilístico, entre outros.

O deputado goiano não acredita que este ano o governo consiga trazer novamente o assunto para a pauta do Congresso, como sugeriu o relator da MP 599. “O governo pode querer insistir, mas já viu que com dois anos e seis meses já não está conseguindo nem apoio da base em votações menos polêmicas que essa. Imagina essa Medida chegando ao plenário da Casa. Veja que estamos conseguindo derrotar na comissão especial, não chegou nem no plenário da Câmara, nem do plenário do Senado. Ela desapareceu em 120 dias ainda na Comissão sem aprovação do relatório. Isso mostra que não tem sintonia nenhuma com a grande maioria dos parlamentares”, finalizou.

Concentração

O líder democrata criticou a forma com que o governo federal pretendia fazer uma reforma tributária retirando incentivos dos estados. “Se o governo quer propor uma reforma séria e honesta ele deve sugerir uma reforma no todo. Não adianta a União que arrecada 78% dos impostos querer fazer uma reforma entre os entes federados que só recebem 28% de arrecadação do governo. A maneira correta seria discutir o assunto e propor uma distribuição equânime desses impostos”, sugeriu.

Ronaldo Caiado ainda apontou como maléfica a tendência do governo de adotar cada vez mais medidas que concentram poderes no Palácio do Planalto. “Não é a reforma tributária, a reforma dos portos ou a redução na conta de luz. Isso é estratégia do PT de concentrar poderes em Brasília para que todos os entes federados de municípios a estados fiquem na dependência da vontade e humor de quem está na presidência da República”, pontuou.

Goiás reage a MP do ICMS

Ronaldo Caiado reafirma seu empenho em derrubar medida que trava desenvolvimento do estado durante manifestação em Brasília com lideranças politicas e empresariais

O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), manifestou hoje (15) total empenho em derrubar a Medida Provisória do ICMS – MP 599. O parlamentar participou de mobilização em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, contra a medida com lideranças políticas e empresariais de Goiás. A proposição governista em análise na Câmara dos Deputados juntamente com uma resolução Senado Federal, também em discussão, retiram os incentivos fiscais promovidos pelo ICMS. Goiás é um dos estados mais prejudicados e, caso sejam aprovadas, as propostas podem causar a extinção de 400 mil empregos nos principais polos industriais goianos.

“Essa manifestação é a radiografia da indignação, do protesto contra um governo truculento, autoritário e concentrador que quer ter todos os municípios e estados nas suas mãos ao invés de respaldar os incentivos fiscais que garantem emprego e novas indústrias no estado de Goiás”, declarou Caiado em meio aos manifestantes concentrados em frente ao Congresso Nacional. “O governo está querendo tirar essa ferramenta que é fundamental para o desenvolvimento de Goiás”, acrescentou ressaltando o potencial de perda de milhares de empregos e o fechamento de indústrias instaladas em cidades, como Itumbiara, Anápolis, Rio Verde, Jataí, Poramgatu e Catalão. Nesses distritos estão localizadas, por exemplo, a Mitisubishi, a Perdigão e fábricas de medicamentos.

O líder do Democratas enfatizou a união de todas as forças políticas em torno do bem do estado demonstradas nessa manifestação. “Posso garantir ao meu povo que estarei aqui para poder derrubar essa MP 599. Essa é a indignação de todos nós goianos diante dessa atitude truculenta independente de sigla partidária, de posição política. A posição que nós deputados do estado de Goiás e todos os políticos, líderes e todo cidadão que tem responsabilidade com Goiás é de reagir e contestar veementemente essa ação contra o nosso estado”, assegurou Ronaldo Caiado.

A Resolução do Senado Federal 1/2013 unifica as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) retirando os incentivos fiscais para estados em desenvolvimento. A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, mas ainda precisa ser apreciada em plenário. A MP 599 está em análise na Comissão Especial que trata do assunto. A reunião programada para aprovar seu relatório foi cancelada esta semana por falta de acordo em torno do assunto.

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