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Em vez de rebater denúncias, Lula insiste na tese do ‘eles contra nós”, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado Federarl Ronaldo Caiado (GO) criticou a estratégia do ex-presidente Lula de tentar politizar a denúncia da Lava Jato que o coloca como comandante do grande esquema de corrupção criado no Governo PT.

Para Caiado, não houve resposta às acusações, apenas a tentativa de se esconder atrás de um discurso político para sua plateia. “Lula atestou que há fundamento nas denúncias da força-tarefa da Lava Jato contra ele. Não rebateu as denúncias e não apresentou qualquer defesa. Sequer teve coragem de enfrentar uma entrevista”, comentou.

O democrata ressaltou a velha prática do ex-presidente em forjar motivações políticas por trás das investigações do Ministério Público que descobriram sua participação no comando da chamada “Propinocracia”.

“Em vez de se posicionar, preferiu se esconder apenas num discurso político insosso para a sua plateia com a tese do ‘eles contra nós”. Tese essa que o brasileiro não suporta mais e repudia. O brasileiro não vai querer usar vermelho, vai querer justiça. E diante das acusações sérias, Lula terá muito o que explicar ao MPF e à justiça”, lembrou Caiado.

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“Nunca tive dúvidas que Lula era o chefe do Petrolão”, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado Federal Ronaldo Caiado parabenizou o Ministério Público pelo trabalho minucioso que revelou que o ex-presidente Lula é o “comandante máximo” do esquema de corrupção investigado em seu governo. Para Caiado, as acusações do MP nesta quarta-feira (14/09) fazem a conexão definitiva entre o Mensalão, o Petrolão e outros esquemas isolados de desvio de recursos à figura central de Lula.

“Que Lula sempre foi o comandante desse esquema, nunca tive dúvidas. Esse é o modus operandi dele desde as eleições de 1989, quando denunciei o esquema Lubeca. Hoje cai por terra toda essa farsa em torno da imagem de alguém que se preocupa com os mais pobres. Lula nada mais é do que um comandante de um esquema de corrupção nunca visto antes. A sociedade espera que ele seja condenado pelos seu crimes que prejudicaram principalmente a população mais carente”, lembrou.

O democrata ainda afirmou que a apresentação dos procuradores da Lava Jato desmonta a tese de que o ex-presidente “nada sabia” e provou que houve enriquecimento ilícito ao citar o apartamento triplex bancado com dinheiro de propina de uma empreiteira. “O Ministério Público fez um excelente trabalho, minucioso, demorado, onde conseguiu juntar todas as pontas desse esquema que teve origem no mensalão. O PT, capitaneado por Lula, sempre se comportou como uma quadrilha que se interessava apenas em garantir benefícios ao seu grupo e se perpetuar no poder.”, defendeu Caiado.

Caiado vai convidar Mujica a falar no Senado sobre confissão de Lula no Mensalão

17221897120_d7a3c431be_zO líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), vai ingressar com um requerimento de convite ao ex-presidente uruguaio, José Mujica, para colher mais informações sobre a confissão de Lula no seu envolvimento no Mensalão.

O documento que vai ser apresentado à Comissão de Relações Exteriores da Casa cita trecho de um livro-reportagem em que Mujica narra um encontro que teve com Lula em 2010, onde o ex-presidente brasileiro afirmou que esse esquema de corrupção “era a única forma de governar o Brasil”. A revelação do trecho é fruto de uma reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira (08/05)

“A acusação é muito séria, até porque é a própria esquerda brasileira que trata Mujica como uma espécie de mártir e coloca sua índole acima de qualquer suspeita. Se ele diz que o ex-presidente Lula não só confirmou ter conhecimento sobre o Mensalão, como admitiu que era a sua única forma de governar o país, isso coloca em xeque toda a tese que o inocentou do esquema”, defende Caiado.

O convite se estende ao ex-vice presidente do país, Danilo Astori, que, segundo Mujica, estava na sala e também ouviu a confissão do petista. Para o democrata, o elo entre os escândalos do Petrolão e do BNDES com o Mensalão pode estar na figura do ex-presidente que não chegou a ser atingido pelo julgamento no Supremo Tribunal Federal.

“As investigações do Mensalão pararam justamente quando estava a centímetros de chegar em Lula. É preciso acabar com essa barreira imaginária de proteção ao Palácio do Planalto. A Lava Jato não pode cair no mesmo erro de isentar Dilma e Lula”, defendeu

Foro de São Paulo
Ao comentar sobre a intimidade que fez Lula confessar um escândalo de corrupção de proporções inéditas no país com um chefe de Estado de um país vizinho, Ronaldo Caiado também lembrou a aproximação de lideranças de esquerda na América Latina através do Foro de São Paulo.

“Todos esses modelos de desvio de dinheiro público para a perpetuação no poder fazem parte de uma continuidade do mensalão e tem ajudado, não só o PT no Brasil, como outros tiranetes mundo afora. É o modelo adotado pelo Foro de São Paulo, financiado principalmente pelo Estado brasileiro e disseminado entre as lideranças de esquerda da América Latina”, concluiu.

Caiado quer cópia do depoimento de ex-presidente da Portugal Telecom sobre propina negociada por Lula

11085541635_c7748ba004_zO líder da Oposição no Congresso Nacional, senador eleito Ronaldo Caiado (Democratas-GO), anunciou que vai pedir o conteúdo do depoimento dado por Miguel Horta e Costa, ex-presidente da Portugal Telecom, investigado em seu país pelo pagamento de de € 2,6 milhões (euros) em propina ao PT mediante negociação com o então presidente Lula.

O depoimento foi feito no dia 9 de janeiro no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) português, onde Horta e Costa é investigado por “corrupção no comércio internacional”. No Brasil, a Polícia Federal abriu um inquérito mantido em sigilo e chegou a pedir às autoridades portuguesas uma cópia do depoimento, que já teria sido entregue, segundo reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira (23/01). Caso não tenha acesso ao material aqui no país, Caiado informou a intenção de criar uma comissão externa no Senado para acompanhar as investigações no país lusitano.

“Vamos agir em duas frentes: primeiro vou solicitar ao procurador Rodrigo Janot o envio de informações sobre o depoimento do ex-executivo da Portugal Telecom. Se ele não teve acesso ao processo que corre em Portugal, então nós vamos propor a criação de uma comissão externa do Senado para ir lá acompanhar o processo. Precisamos fechar o cerco que não se concluiu com a investigação do Mensalão”, explicou o democrata.

O democrata se refere a uma afirmação feita por Marcos Valério em 2012, de que a Portugal Telecom financiou o PT durante o Governo Lula em troca de uma facilidade na compra da Telemig. O dinheiro, de acordo com o publicitário mensaleiro, teria sido negociado diretamente entre o então presidente Lula e o então presidente da empresa portuguesa em encontro no Palácio do Planalto.

“Assim como o Petrolão só começou a ser desvendado após o Ministério Público holandês investigar propinas pagas à Petrobras, este caso da Portugal Telecom pode nos trazer informações cruciais que levem ao grande operador dos esquemas de propina, roubo ao dinheiro público e financiamento ilegal de campanhas milionárias do PT”, afirmou o senador.

Caixa 2

Ainda de acordo com Marcos Valério, a transferência do dinheiro seria feita por uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau (China) para a conta de publicitários que prestavam serviços de campanhas do PT. Valério citou uma viagem realizada por ele e seu ex-advogado, Rogério Tolentino, a Portugal, em 2005, como prova da existência do acordo.

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Julgamento do mensalão é assepsia política

A condenação dos 38 réus no processo do mensalão não representará apenas a punição de políticos, empresários e assessores que se associaram em torno de um projeto criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores. O julgamento será um grande marco na nossa história. A sociedade brasileira começou a assistir na última quinta-feira (2) ao início da maior assepsia política já vista no País. Tenho convicção de que essa limpeza promovida pelo Supremo Tribunal Federal vai começar a mudar a radiografia do cenário político atual no Brasil com um sistema eleitoral e práticas de governo que só tem trazido escândalos e descrença do povo em relação aos seus representantes no governo, Congresso Nacional e assembleias legislativas.

A esperança da sociedade é ver condenados os responsáveis pelo desvio de dinheiro público, pelo desrespeito a prática republicana que se exige no regime democrático. Dinheiro do povo que deveria ter sido investido no falido sistema de saúde brasileiro, na educação, na segurança. O Supremo vai deixar claro que as pessoas que usam máquina de governo para ganhar eleições no País não ficarão impunes. E a prática no processo eleitoral será aquela como fazemos no vestibular: no qual o cidadão por competência e mérito vai ocupar um cargo na Câmara dos Deputados, no Senado, nos governos, na Presidência da República, nas assembleias legislativas.

O mensalão é o símbolo do modelo petista, implantado nos últimos anos, que, tenho a expectativa, será extirpado do País a partir do resultado do julgamento conduzido pelo Supremo Tribunal Federal. E o Partido dos Trabalhadores realmente se supera a todos os momentos quando seu líder na Câmara dos Deputados, deputado Jilmar Tatto, tem a ousadia de tentar pautar o Supremo. Tatto chegou a petulância de dizer que agora não é o momento oportuno para se julgar o mensalão e, mais uma vez, como fez o PT nesses últimos sete anos, tenta negar o inegável.

Vejam que o próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, define o mensalão como o “mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção e de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil”. Faço questão de citar o procurador-geral da República para mostrar que não é a oposição que coloca o mensalão no topo dos crimes de corrupção no Brasil.
Na visão de Roberto Gurgel, que concordo em cada linha, “a atuação do Supremo Tribunal Federal servirá de exemplo, verdadeiro paradigma histórico, para todo o Poder Judiciário brasileiro e, principalmente, para toda a sociedade, a fim de que os atos de corrupção, mazela desgraçada e insistentemente epidêmica no Brasil, sejam tratados com o rigor necessário”. É exatamente isso que a sociedade brasileira aguarda neste momento do Supremo.

Tenho convicção que o Brasil não se transformou numa Venezuela porque o Congresso Nacional instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito, conhecida como CPI dos Correios, que em 2006 veio a produzir as provas do mensalão. O resultado desse trabalho, veremos agora no julgamento iniciado. Que a faxina seja feita.