Ronaldo Caiado DIVULGAÇÃO Crédito Sidney Lins Jr

Caiado cobra Banco Central a apresentar plano de retomada de investimentos no país

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), questionou o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sobre medidas que estão sendo adotadas no governo para a retomada do investimento no país.

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, nesta terça-feira (10/10), Caiado ressaltou o esforço do Congresso para aprovar mudanças no indexador de empréstimos do BNDES e uma maior transparência às operações do banco. De acordo com o senador, agora é a hora de o governo mostrar o que está sendo feito para a retomada dos investimentos no país.

“Desde 2007 até 2016 investiu-se em infraestrutura o correspondente a mero 0,9% do PIB. O BNDES, que em 2008 recebeu mais de R$ 500 bilhões do Tesouro, preferiu repassar recursos para os tais ‘campeões nacionais’, que nada mais eram do que empresas financiadoras do PT. Só de taxa de equalização desses empréstimos saiu do bolso do trabalhador o equivalente a 10 anos de cesta básica. Já aprovamos uma nova taxa de equalização e regras de transparência para corrigir esses erros. Queremos saber agora qual o próximo passo do BC para a recuperação dos investimentos”, cobrou Caiado.

Goldfajn citou a série de privatizações que estão em curso em algumas empresas públicas deficitárias e o interesses de investidores internacionais que condicionam o aporte de recursos em infraestrutura no país a uma perspectiva de estabilidade na retomada do crescimento e da condução da política econômica do governo.

HISTÓRICO
Durante sua participação, Caiado lembrou os erros cometidos na condução do Banco Central nos governos Lula e Dilma que atrapalharam a condução

“A época do PT foi recorde em lucros para bancos e para a especulação financeira. Concentração total. Dados publicados demonstram em comparativo ao governo anterior uma diferença de lucro de 550% para a especulação. Fora o que se sugou do povo brasileiro para pagar a equalização de empréstimos de aliados do PT no BNDES”, protestou.

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Caiado votou contra fundo eleitoral que usa recursos de saúde e educação

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), votou contrário ao projeto aprovado na noite desta terça-feira (27/09) que autoriza a retirada de dinheiro do orçamento público para financiamento de campanhas eleitorais.

Caiado condenou o projeto que permite o uso de, no mínimo, 30% das emendas de bancada mais os recursos da renúncia fiscal dos programas partidários para custear as eleições, um valor de cerca de R$ 1,6 bilhão.

“Querem austeridade na previdência, mas para fazer fundo de campanha não tem austeridade. Deram um cheque em branco para fazer caixa de campanha com esse projeto que tem um piso, mas não tem um teto, um limite. Desafiei o relator a dizer o limite e não obtive resposta. Este é um texto que pune 5,5 mil prefeitos no Brasil e tira a condição de sobrevivência de muitos municípios”, protestou.

A proposta, comandada por parlamentares do PT, ainda prevê utilização de créditos adicionais do orçamento para este fim e deixa o financiamento de campanha com um piso, sem um limite final de gastos. Caiado defendeu até o final a votação de sua proposta que acabava com o horário político e eleitoral e não representava nenhum impacto no orçamento.

“Desafiei o relator a dizer o limite e não obtive resposta. E vejam a gravidade: não tiveram a coragem de fazer votação nominal do projeto. Queriam votar na calada da noite. Minha proposta garantia a campanha cara limpa, pé no chão, com menos gastos e iria acabar com a produções hollywoodianas voltadas a candidatos fakes, que não correspondem à realidade”, acrescentou.

O projeto aprovado será agora apreciado pela Câmara dos Deputados e para ter validade nas eleições de 2018 deve ser votado até o próximo dia 7 de outubro.

VOTAÇÃO SIMBÓLICA
Durante a sessão que aprovou o texto final, a articulação de senadores a favor da proposta buscou evitar que a votação fosse nominal, ou seja, com cada senador declarando seu voto. No entanto, ao votar o requerimento que deu preferência à emenda do projeto é possível identificar como cada senador se comportou durante a tramitação do projeto.

Confira a lista (quem votou sim apoiou o projeto de Jucá) com o posicionamento de cada senador aqui:

 

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Caiado defende voto de censura de Senado Federal a Maduro

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), manifestou em plenário, nesta terça-feira (08/08), apoio ao requerimento que pede um voto de censura ao ditador venezuelano Nicolas Maduro pela violenta repressão que impõe no país.

Citando relatório na ONU que responsabiliza o Governo Maduro por 76 mortes em protestos e mais de 5 mil presos políticos, Caiado também criticou a postura do Partido dos Trabalhadores que mantém uma posição de apoio ao tirano.

“O PT pode defender aqui o amigo ditador Maduro, mas não tem o direito de impedir o voto de censura. É o mínimo que este Senado tem que fazer. Nós, brasileiros, que destituímos um governo que tinha mesmo caminho da Venezuela, vamos nos manifestar, sim, contra esse tirano”, afirmou.

O senador também lembrou que fez parte da comitiva que visitou o país em 2015, quando foi cercado e impedido de transitar em Caracas por coletivos bolivarianos.

“Já havíamos diagnosticado essa situação quando esta Casa criou uma comissão para poder visitar e ver as condições de Leopoldo Lopez e outros presos políticos. Fomos sitiados, praticamente sequestrados. Já havia ali este cenário de total desrespeito à cláusula democrática que é imposta a todos os membros do Mercosul e nada era feito”, criticou.

O requerimento será votado nesta quarta-feira (09/08).

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Caiado será membro titular da CPI do BNDES

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), será membro titular na Comissão Parlamentar de Inquérito que tem como foco o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Instalada nesta quarta-feira (02/08), a CPI vai apurar suspeitas de irregularidades nos empréstimos concedidos pelo BNDES. Em especial, os créditos concedidos no âmbito do programa de globalização das companhias nacionais para internacionalização de empresas.

“Desde o primeiro dia aqui no Senado atuo pela criação da CPI que precisa abrir essa verdadeira caixa preta do Governo PT. Foram bilhões dispensados através da equalização da taxa de juros sem a menor transparência. Isso sem falar no uso do banco como caixa para financiar ditaduras e partidos de esquerda alinhados ao PT na América Latina e na África”, explicou Caiado.

O Bloco Social Democrata (PSDB e DEM) terá ainda a presidência da comissão, com o senador Davi Alcolumbre (Democratas-AP). Ricardo Ferraço (PSDB-ES) será o outro membro titular do bloco. A CPI terá 13 integrantes titulares e sete suplentes e um prazo de 180 dias, prorrogáveis pelo mesmo período.

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Em um ano, Mendonça Filho tem mais resultados positivos no MEC do que os 13 anos de PT

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), elogiou o trabalho do ministro da Educação, Mendonça Filho, e criticou a gestão do PT que deixou o país com péssimos índices no setor. O ministro esteve nesta terça-feira (16/5) no Senado para prestar contas do seu primeiro ano de gestão em audiência pública. Caiado cumprimentou Mendonça por, em pouco, tempo, ter conseguido fazer a reforma do ensino médio e mostrar resultados práticos ao contrário do verificado em 13 anos de governo petista.

“Meus cumprimentos ao ministro Mendonça Filho que claramente está fazendo um ótimo trabalho e destaco a revolução que foi a reforma do ensino médio. Mendonça está aqui hoje na Comissão da Educação fazendo o que qualquer homem público no Executivo e no Legislativo também deve fazer: prestar contas e receber as críticas assim como os aplausos”, afirmou Caiado durante a audiência.

O parlamentar questionou posição de senadores petistas que apontaram supostos avanços na gestão Lula/Dilma com ampliação do orçamento da União. “Essa tese do PT de que ampliou o orçamento da educação não se reflete em resultados. Vimos que o ministro assumiu a pasta com 70% dos alunos do ensino básico sem ter o nível básico; na ciência esse número chega a 56,5%. O que precisamos mostrar é como os impostos pagos pelo povo se refletem em resultados e como a gestão petista e o esquema de corrupção enorme que foi montado trouxeram prejuízos incalculáveis para a população. Parabéns ao ministro que em pouco tempo trouxe resultados práticos a educação”, disse.

O senador mostrou ainda dados, como o ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) em que o Brasil ocupa 63ª posição em ciências, 59ª em leitura e 66ª em matemática. “Ao todo, 22,5% de nossos jovens não trabalham, nem estudam. Um prejuízo irrecuperável do PT que vamos sofrer sequelas por muito tempo. É óbvio que o ministro Mendonça não tem varinha de condão para resolver todos esses problemas da noite para o dia. Mas já demonstrou competência. A reforma do ensino médio é a maior mudança que tivemos nos últimos 13 anos para estimular o jovem a voltar para a escola e dar a prerrogativa ao aluno para que ele decida que caminho seguir com a oportunidade de escolher também pelo curso técnico”, finalizou.

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Caiado acusa PT pelo fim do CsF e defende destinar recursos para merenda escolar

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado defendeu a realocação de recursos do Ciência Sem Fronteiras para custear a merenda escolar de 39 milhões de alunos.

Em discurso na tribuna do Senado, nesta quarta-feira (05/04), o senador elogiou o ministro Mendonça Filho, acusou o PT pelo fim do programa e apresentou números que demonstram o fracasso da política educacional dos governos Lula e Dilma.

“O PT quer, de maneira oportunista, colocar o fracasso do Ciência Sem Fronteiras no colo do novo governo quando foram eles que fracassaram. Os dados são estarrecedores: o governo gastava R$ 3,25 bilhões por ano para que 35 mil bolsistas fizessem um ano de sua graduação no exterior. Estamos realocando esse montante para atender a merenda escolar de 39 milhões de alunos no país”, comparou.

Caiado também reforçou a falta de retorno prático do investimento e o fraquíssimo monitoramento sobre o desempenho dos bolsistas fora do país. O senador lembrou que até mesmo o ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff, Renato Janine, saiu em defesa do fim do programa.

“Tudo isso ficou evidente na fala do ex-ministro Janine: ‘Não havia dinheiro para continuar, era preciso suspender o programa. Um dos problemas foi o fato de não haver monitoramento concreto dos alunos. Muitos ficaram soltos demais, turismo sem fronteira. Se é verdade que o MEC cortou para colocar na merenda escolar, está correto’. Ora, quem está dizendo isso não é o Democratas. É o próprio ex-ministro de Dilma!”, ressaltou Caiado.

Caiado parabenizou o trabalho desempenhado pelo ministro Mendonça Filho, seguido de apartes também elogiosos de Cristovam Buarque (PPS-DF) e Magno Malta (PR-ES). “O ministro Mendonça Filho irritou enormemente o PT por conseguir fazer a reforma do ensino médio em seis meses, algo que não conseguiram em 13 anos”, provocou.

Números
Ao citar os erros do PT na educação pública, Caiado trouxe dados que atestam o baixo desenvolvimento do ensino brasileiro na última década. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica [IDEB] está estagnado desde 2011 e 1,7 milhão de jovens nem estudam, nem trabalham.

“É bom reforçar que o PT também foi capaz de deixar o governo com estudantes tendo desempenho em português e matemática menor do que em 1997. Que 13 anos de PT nos deixou com 70% dos estudantes abaixo do nível de matemática, 51% abaixo no nível de leitura e 56% em ciências de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes”, concluiu.

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Em palestra nos EUA, Caiado acusa PT de criar clima de discórdia no país

O senador Ronaldo Caiado criticou, nesta sexta-feira (31/03), a forma como a divisão da sociedade brasileira serviu ao projeto de poder do PT, em palestra na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. O evento para estudantes brasileiros no exterior foi organizado pela BRASA Global Conferences.

“O próprio Estado brasileiro, quando passou a atender a um projeto de poder de um partido, passou a fomentar a discórdia, a segmentação cada vez mais conflituosa entre ricos e pobres, produtores e índios, trabalhadores e empresários. Isso foi útil ao PT pois, a depender da conveniência, ele se colocava em favor de um dos lados e estimulava esse maniqueísmo”, afirmou o senador.

Ao falar sobre o processo eleitoral em 2014, Caiado afirmou que uma campanha de mentiras e manipulação venceu a corrida presidencial e que isso levou ao atual processo de deterioração do cenário político com a quebra de confiança de Governo e Congresso com a população.

“Criou-se uma tese de populismo desenfreado levando a um processo de anestesia da sociedade brasileira. E então passaram a incentivar esse sentimento de que todos os políticos são iguais. Uma tese com o claro intuito de desmoralizar as instituições a qual eu chamo de ‘moral petista'”, acusou.

Para o senador, já há uma estratégia clara de PT e demais partidos de esquerda de usar o atual momento de descrédito com a política para beneficiar mais uma vez a bandeira do populismo e da demagogia no processo eleitoral de 2018.

“É lógico que, diante de tudo que estamos assistindo, com essa tese de uma moral petista de destruir instituições e utilizar patrimônio do Estado como se fosse patrimônio de um projeto de poder, beneficia a eles dizer que todos os políticos não prestam. Que o Congresso não presta, que empresários não prestam. Querem tentar eleger o mais demagogo, o que ‘rouba, mas faz’, o que atende aos mais humildes”, explicou.

Fundo eleitoral
Ronaldo Caiado também reforçou a necessidade de aprovar uma reforma política até setembro, prazo máximo para já valer nas eleições de 2018. O democrata apresentou seu projeto de criação de um fundo eleitoral e defendeu o processo com o intuito de educar o eleitor a não só participar com o voto, mas também contribuir com as campanhas.

“Gastamos nas últimas eleições presidenciais o equivalente a R$ 6 bilhões. Nossa proposta de um fundo eleitoral prevê captar recursos que já são gastos com isenção fiscal por tempo de TV e rádio, com o fundo partidário e com multas no TSE e colocar esse fundo que vai dar em torno de R$ 4 bilhões sob a responsabilidade do cidadão”, explicou Caiado.

A intenção é fracionar os recurso obtidos entre todo o eleitorado e dar a oportunidade que cada um destine sua parte para o candidato ou partido de preferência. Processo serviria para educar população sob a necessidade de maior participação nas eleições.

Reformas
O senador falou da necessidade das reformas que o Brasil precisa e defendeu que, para aprová-las, o presidente precisa ter um diálogo franco com a população mostrando a real situação do país e passando uma ideia de comando.

“Temos hoje uma necessidade de levar ao conhecimento da sociedade a situação. Eu, como médico, sei que ninguém chega ao meu consultório pedindo para ser operado. As reformas não são uma vontade, são uma necessidade. E é isso que o presidente precisa dizer de forma franca para a população”, concluiu.

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“População vai às ruas se governo insistir nesse caminho”, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado Federal Ronaldo Caiado (GO) disse nesta quinta-feira (09/02) que a população pode ir às ruas novamente em resposta ao cenário político. “Práticas do governo do PT estão sendo repetidas. O brasileiro não suporta mais corrupção, aumento de carga tributária e inchaço do Estado. O Brasil está atento a um governo que é provisório”, disse o senador durante palestra na sede da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em São Paulo.

Caiado ressaltou que a sociedade está de olho em todos os poderes. “A classe política está desgastada, contaminada, existe uma descrença com os governantes. Mas não há nenhum poder que possa apontar o dedo para o outro. Chegou a esse ponto de deterioração. É um processo de deterioração moral muito pior que a crise”, disse.

Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção, destacou a importância da palestra e o trabalho de Ronaldo Caiado no Senado Federal. O setor de distribuição de veículos responde atualmente por 4,2% do PIB e gera 300 mil empregos. Entre as lideranças presentes, estava o ex-governador de SP Luiz Antônio Fleury Filho.

O senador disse ainda que São Paulo teve importância ímpar na organização da sociedade que pressionou o Congresso para o processo de impeachment.

Reformas
O senador Ronaldo Caiado afirmou durante a palestra que é preciso discutir as reformas da Previdência e Trabalhista. “A capacidade de viver mais é uma realidade. Previdência é uma coisa, assistência social é outra. Previdência você paga para receber. Queremos avançar nessa discussão até o final de 2017″, disse.

Sobre a reforma trabalhista, Caiado disse que existe um passivo enorme. E que com isso cresce a quantidade de empresas no Paraguai que pagam 1% de imposto sobre o bruto, sem poder comercializar internamente, mas sem amarras nem dificuldades a patrões e empregados. “Por que a obrigatoriedade de repassar um dia de trabalho a sindicatos? R$ 3 bilhões de movimentação e ninguém fiscaliza”, disse.

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Com conivência do PT, Brasil criou estado paralelo do crime que governa parte do país e aterroriza todos os brasileiros, diz Caiado em coluna

 

Na sua coluna inaugural de 2017 na Folha de S. Paulo, o senador Ronaldo Caiado abordou o estado paralelo do crime que governa parte do país e aterroriza todos os brasileiros. Na visão do líder do Democratas no Senado, essa crise do sistema carcerário evidencia a falência do estado que não consegue garantir segurança nos presídios e muito menos fora deles. Para ele, só uma reforma profunda do Estado terá resultado efetivo e criticou a negligência de vários governos que foi agravada e até estimulada pelo PT consolidando essa grave situação em facções criminosas controlam as penitenciárias com tentáculos em vários pontos do poder.

“Sem uma reforma em profundidade do Estado, que o desinche, dê-lhe transparência e governabilidade, os planos de segurança, embora indispensáveis, serão sempre paliativos. Tais como também, diga-se de passagem, os planos econômicos e tudo o mais. Sanear o Estado é, acima de imperativo político e econômico, fundamento moral, sem o qual não teremos futuro”, opinou o parlamentar.

O senador enfatizou que o PT, enquanto esteve no poder, em vez de combater , ideologizou o crime, agravando o quadro. “A negligência de sucessivos governos, agravada e estimulada pelo PT, consolidou no país um Estado paralelo, que reina nas periferias das cidades, fazendo da parcela mais vulnerável da população escudo humano involuntário contra a ação repressiva da polícia. O PT, em vez de combater esse quadro, deu-lhe contornos ideológicos, associando criminalidade à pobreza, como se uma decorresse da outra, premissa que a Lava Jato desmente.

Na opinião de Caiado essa ideologização do crime aumentou a impunidade e criou uma inversão de valores em que a lei protege mais o bandido que a vítima. “A ideologização do crime, além de incrementar a impunidade, impôs absurda inversão de valores, vitimizando o bandido e vilanizando o policial. O contínuo abrandamento da legislação, sob a égide do discurso esquerdista e dos direitos humanos pelo avesso, fez o resto. Nesse contexto, o crime organizou-se, expandiu-se e lançou tentáculos sobre o próprio Estado”.

Confira a íntegra da coluna:

Estado oficial desconhece poder do Estado paralelo

O colapso do sistema penitenciário é a evidência mais alarmante da falência do Estado brasileiro. Se não consegue garantir a segurança nos próprios presídios, que dirá do lado de fora. E segurança pública é insumo elementar e imprescindível em qualquer regime político.

A negligência de sucessivos governos, agravada e estimulada pelo PT, consolidou no país um Estado paralelo, que reina nas periferias das cidades, fazendo da parcela mais vulnerável da população escudo humano involuntário contra a ação repressiva da polícia.

O PT, em vez de combater esse quadro, deu-lhe contornos ideológicos, associando criminalidade à pobreza, como se uma decorresse da outra, premissa que a Lava Jato desmente.

A ideologização do crime, além de incrementar a impunidade, impôs absurda inversão de valores, vitimizando o bandido e vilanizando o policial. O contínuo abrandamento da legislação, sob a égide do discurso esquerdista e dos direitos humanos pelo avesso, fez o resto.

Nesse contexto, o crime organizou-se, expandiu-se e lançou tentáculos sobre o próprio Estado.

Estão aí denúncias contra as mais diversas autoridades estatais – juizes, procuradores, parlamentares, governantes, funcionários públicos graduados. Atraídas pelos muitos milhões do narcotráfico e do contrabando de armas, a eles se associaram, permitindo que as coisas chegassem aos níveis atuais. Com a anuência de autoridades corrompidas e/ou intimidadas, esse Estado paralelo comanda a ação, sempre expansiva, da criminalidade, que hoje é urbana e rural e produz mais de 60 mil vítimas fatais por ano – índice de guerra civil.

Os recentes conflitos entre quadrilhas, em Manaus e em Boa Vista, evidenciaram, mais uma vez, que estar preso não significa estar fora de combate. Muito pelo contrário. Os presídios são fortalezas (e não o fim da linha) para o crime, onde funcionam como bunkers dos chefes desses grupos, que de lá planejam e comandam os seus asseclas. São hoje cerca de 20 corporações criminais (o termo “quadrilha” é modesto para as dimensões adquiridas), em que pontificam os notórios Comando Vermelho e PCC sempre em luta por hegemonia.

O Estado oficial desconhece o tamanho real e o poder destrutivo do Estado paralelo, em regra mais bem equipado e adestrado. O PCC, por exemplo, se gaba de possuir 200 mil adeptos, embora os órgãos de segurança o avaliem na escala de 20 mil.

Essas facções criminosas, que governam parte do país – e o infernizam por inteiro – não se improvisaram. Estão há décadas no noticiário, já foram temas de filmes, livros, teses universitárias.

Ao que parece, apenas o Estado oficial não os percebeu ou não lhes deu maior importância – ou, ao contrário, viu neles, na fatídica Era PT, aliados essenciais para o projeto revolucionário bolivariano.

Há muito, a esquerda revolucionária constatou que a marginália, não os proletários, como supôs Marx, é que constitui o exército revolucionário por excelência, pela ausência de valores morais e pela falta de consciência de classe.

Em decorrência, tem-se hoje no Brasil um Estado impotente para combater o crime. Cobra uma das mais altas cargas tributárias do planeta e não tem meios de entregar uma das mercadorias mais básicas de um contrato social, que é a segurança pública.

Sem uma reforma em profundidade do Estado, que o desinche, dê-lhe transparência e governabilidade, os planos de segurança, embora indispensáveis, serão sempre paliativos. Tais como também, diga-se de passagem, os planos econômicos e tudo o mais.

Sanear o Estado é, acima de imperativo político e econômico, fundamento moral, sem o qual não teremos futuro.

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“Não podemos ter medo de uma antecipação do processo eleitoral”, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado Federal Ronaldo Caiado (GO) defendeu que o Congresso e o Governo Federal tomem uma postura enérgica diante da crise de representatividade que vive o país. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (13/12), Caiado tratou dos novos desdobramentos da Lava Jato e falou que é preciso neste momento tomar “gestos maiores” para não colocar em risco a democracia brasileira.

“Se o Congresso e o Executivo estão com falta de representatividade, não adianta adiar expectativas e continuar neste situação onde, nem o parlamento tem credibilidade para legislar, nem o governo tem credibilidade para governar. É preciso um gesto maior de mostrar que ninguém governa sem apoio popular. Nesta hora não podemos ter medo de uma antecipação do processo eleitoral”, afirmou.

Citando o procurador geral da República Rodrigo Janot, o democrata reforçou que a Justiça precisa ser célere, ou do contrário falhará. Também tratou da importância de todos os políticos com mandatos eletivos terem a sensibilidade de não colocar interesses pessoais acima do bem maior do país e de não “provocar as ruas”, como foi feito no Governo Dilma.

“É preciso deixar claro que, com a situação em que herdamos o país do PT, não há tratamento que não seja amargo. É preciso ter a sensibilidade que não houve da presidente Dilma para obedecer a soberania popular. É preciso que tenhamos condições de dialogar com a sociedade para mostrar isso. O momento nacional é sério, é grave e não podemos ficar fazendo cara de paisagem como se nada estivesse acontecendo”, reforçou.

“Soluços”
Ronaldo Caiado usou uma analogia da medicina para exemplificar as constantes crises que abalam o país com novas denúncias e informações de delações que envolvem agentes políticos. Para ele, o Brasil vive uma “crise de soluço” que interrompe o trabalho de recuperação da economia.

“Não podemos viver essa situação de crise de soluço em que quando estamos melhorando, sempre vem o próximo e voltamos a atrapalhar a respiração do paciente. Essa crise vai enfraquecendo o governo e o mais penalizado é o cidadão que mais precisa. Ou tomamos uma decisão no sentido de manter o processo democrático, ou corremos o risco de caminhar para um processo de desobediência civil”, alertou.

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