plenário

Caiado questiona destino de R$ 32 mi repassados ao Governo de Goiás para presídios

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), questionou qual foi o destino dado ao repasse de R$ 32 milhões feito pelo Ministério da Justiça ao Governo de Goiás para ajudar na segurança pública do estado.
Em reportagem no Jornal Nacional desta terça-feira (02/01), o órgão informou a quantia repassada em dezembro de 2016, após o governador Marconi Perillo dizer que faltava “cooperação do governo federal” para evitar as rebeliões em presídios do início deste ano no estado.
“O Governo de Goiás se limita a jogar a culpa nos outros, a se dizer ‘consternado’, enquanto agentes prisionais são assassinados, presos fogem e os chefes de facções tocam o terror. Onde foi parar esse dinheiro?” questionou Caiado.
O senador lembrou mais uma vez que a própria inteligência do sistema prisional havia alertado a precariedade das penitenciárias goianas e a iminente possibilidade de rebeliões nos presídios, o que foi negligenciado pelo atual governo.
“Mesmo com informações, vindas da própria inteligência do sistema prisional, o governo fez e faz cara de paisagem. Governante precisa responder pelo cargo e não fugir de suas responsabilidades. O governador de Goiás quer ser vítima, mas na verdade ele é patrocinador de todas essas barbaridades”, acusou.
WhatsApp Image 2017-08-15 at 17.02.35 (1)

“Pauta do Senado está desconectada da realidade”, critica Caiado

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), defendeu que o Senado apresente uma pauta mais objetiva em relação aos graves problemas nacionais do momento. Após reunião de líderes, nesta terça-feira (15/08), o senador lamentou que a Casa não tenha ainda pautado projetos de relevância nas áreas da segurança pública, ajuste econômico e reforma política.

“Não podemos deixar que o Senado fique totalmente alienado daquilo que é a pauta do momento e que o Brasil inteiro discute. Temos que buscar onde podemos fazer cortes no orçamento, por que o governo concedeu aumento ao funcionário público mesmo sabendo que não tinha capacidade dentro da meta, além de apensar projetos de Senado e Câmara que tratem da questão da segurança pública”, defendeu.

A afirmação foi feita após o anúncio da pauta da semana do Senado que deve ficar praticamente restrita a matérias sem muita relevância e sabatina de autoridades. “O que nós estamos nos queixando é para ter uma pauta compatível com o momento. E não somentes uma pauta de PECs que não têm nada a ver com o que estamos vivendo, além de sabatina de autoridades. Não podemos transformar o Senado Federal num titanic”, alertou.

AtZaM-i8QRRn5nnVP8y7TLhSsD5blJumAtUVHixQrqc6 (1)

Caiado defende auxílio da Força Nacional e do Exército em Goiás

O senador Ronaldo Caiado (Democratas-GO) defendeu que o governo goiano solicite ao Ministério da Justiça o auxílio da Força Nacional no combate à criminalidade no estado. O parlamentar também sugeriu ajuda do Exército brasileiro como forma de conter a onda de violência na capital e no interior.

Em discurso no plenário do Senado Federal, nesta quinta-feira (25/02), Caiado citou o crime bárbaro que vitimou a jovem Nathália Araújo Zucatelli, morta após sair de um cursinho no Setor Marista, em Goiânia, na segunda (18). Ele também citou a média elevada de assalto a carros em Goiânia, o aumento do tráfico de drogas no interior do estado e a diminuição no contingente da Polícia desde 2007.

“Goiás está sitiado pela bandidagem. Nessa hora é preciso entender que existe um déficit grave no efetivo das polícias civil e militar que tem contribuído para esta situação de emergência na segurança pública. O governador Marconi Perillo precisa ter humildade para convocar o Exército e a Guarda Nacional para ajudar o Estado”, defendeu.

De acordo com Caiado, somente em Goiânia houve uma redução de 2 mil policiais desde 2007. Atualmente, são apenas 1,5 mil PMs. Ao todo, o estado conta com um efetivo abaixo da média nacional, que é de um policial para cada 332 habitantes. Em Goiás há apenas um para cada 502 goianos.

“É inadmissível exigir que um contingente de 13 mil policiais militares dê conta de dar segurança a 246 municípios e seis milhões de goianos. E aí não adianta trocar secretários por pura ‘marquetagem’ e sem nenhum efeito para a sociedade. O que é preciso agora são ações concretas”, defendeu.